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Hoje é Sábado, 15 de Agosto de 2026.
Trabalhadores foram resgatados de condições consideradas análogas à escravidão durante fiscalização em propriedade rural de Mato Grosso do Sul. (Referência: Divulgação/MPT)
Por: Editorial | 15/08/2026 09:53
Operações de fiscalização realizadas em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul resultaram no resgate de 36 trabalhadores submetidos a condições consideradas análogas à escravidão. As ações ocorreram ao longo de 2026 e identificaram mais de R$ 2,1 milhões em valores relacionados aos trabalhadores, entre verbas rescisórias e indenizações por danos morais.
Segundo os dados divulgados pela Superintendência Regional do Trabalho, foram calculados R$ 454.107,06 em verbas rescisórias que deverão ser destinadas aos trabalhadores e R$ 1.741.780,00 em indenizações por danos morais.
As fiscalizações alcançaram propriedades de diferentes municípios e envolveram atividades como criação de gado, corte de madeira, manutenção de pastagens, construção de cercas e trabalhos ligados à silvicultura.
Entre as pessoas encontradas pelas equipes estavam brasileiros, paraguaios e indígenas. Também houve registro de adolescente entre os trabalhadores resgatados.
Para o superintendente regional do Trabalho, Alexandre Cantero, a exploração ainda atinge principalmente grupos em situação de vulnerabilidade, especialmente em áreas rurais. Ele destacou que o combate a esse tipo de prática permanece como uma das prioridades da fiscalização trabalhista no Estado.
Um dos casos ocorreu em Aquidauana, em março, quando três brasileiros foram retirados de uma propriedade rural onde trabalhavam com pecuária, corte de lenha e construção de cercas.
No mesmo mês, uma fiscalização em Corumbá encontrou seis trabalhadores em condições irregulares. O grupo era formado por cinco indígenas e um boliviano, envolvidos em atividades de criação de animais e limpeza de áreas de pastagem.
Ainda em março, outra operação, desta vez em Bela Vista, levou ao resgate de três trabalhadores que atuavam na pecuária e na construção de cercas. Entre eles estavam um brasileiro e dois paraguaios. Um dos estrangeiros era menor de idade.
Em Figueirão, durante fiscalização realizada em abril, 16 trabalhadores foram resgatados de atividades relacionadas à silvicultura e ao corte de eucalipto. Do total, dois eram brasileiros e 14 paraguaios.
Já em julho, uma propriedade rural de Jardim foi alvo de fiscalização que encontrou três trabalhadores envolvidos no corte de madeira e na construção de cercas. O grupo era composto por um brasileiro e dois paraguaios.
Em agosto, também em Corumbá, outros dois brasileiros foram resgatados enquanto trabalhavam na construção de cercas em uma propriedade rural.
O superintendente Alexandre Cantero também ressaltou que o cenário de exploração de mão de obra não condiz com o crescimento do setor agropecuário sul-mato-grossense. Segundo ele, a modernização, a tecnologia e a competitividade alcançadas pelo campo precisam estar acompanhadas do respeito às normas trabalhistas e à dignidade dos trabalhadores.
Os números de 2026 se somam aos resultados obtidos no ano anterior. Em 2025, fiscalizações realizadas em municípios como Porto Murtinho, Corumbá, Paraíso das Águas, Maracaju, Coxim, Caarapó, Deodápolis, Nova Andradina, Anastácio, Itaquiraí, Bonito e Caracol resgataram 104 trabalhadores.
Naquele período, as operações também identificaram aproximadamente R$ 860 mil em verbas rescisórias destinadas aos trabalhadores resgatados. Com informações: Caarapó News
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