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Soja ganha força no Brasil com dólar valorizado e maior disputa pela oferta


Câmbio favorável às exportações e expectativa de estoques globais mais ajustados ajudam a sustentar as cotações do complexo soja.
Valorização do dólar e maior demanda internacional ajudam a sustentar os preços da soja no mercado brasileiro. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 17/08/2026 08:49

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sob influência de dois fatores importantes: a valorização do dólar e o aumento da concorrência entre compradores nacionais e estrangeiros. O cenário tem contribuído para dar sustentação aos preços do grão e de seus derivados, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com o real mais desvalorizado diante da moeda norte-americana, a soja brasileira ganha competitividade no mercado internacional. A situação aumenta o interesse dos exportadores pelo produto nacional e, ao mesmo tempo, faz com que compradores domésticos disputem uma parcela maior da oferta disponível.

Esse movimento tende a favorecer as cotações, especialmente em um cenário de demanda internacional aquecida. Além das condições do câmbio, as perspectivas para os estoques mundiais também ajudam a explicar a firmeza observada no mercado.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analisados pelo Cepea, apontam que a relação entre os estoques globais e o consumo final de soja na temporada 2025/26 deve ficar em 33,5%. O índice representa o menor nível desde a safra 2022/23.

Na prática, a estimativa indica uma disponibilidade proporcionalmente menor em relação ao volume consumido. O quadro está relacionado ao avanço da demanda mundial, tanto pelo aumento do consumo quanto pela movimentação do comércio internacional.

Para a temporada 2026/27, as projeções iniciais indicam uma nova expansão da produção global de soja. Mesmo com uma oferta maior, a expectativa é de que o consumo avance em ritmo significativo.

Diante desse cenário, a relação entre os estoques e o consumo mundial pode cair para 32,3%, abaixo do percentual projetado para a temporada anterior.

Para os pesquisadores do Cepea, a combinação entre crescimento da demanda e estoques proporcionalmente mais restritos pode continuar oferecendo sustentação aos preços do complexo soja no mercado brasileiro.

O comportamento do dólar também permanece como um fator importante para os produtores e exportadores brasileiros, já que uma moeda norte-americana mais valorizada tende a melhorar a atratividade das vendas externas e influencia diretamente a formação dos preços no mercado nacional. Com informações: Canal Rural

 

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