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Hoje é Terça-feira, 18 de Agosto de 2026.
Ações de combate ao mosquito transmissor da chikungunya são realizadas para reduzir a circulação da doença em Mato Grosso do Sul. (Referência: Flávio Verão/Divulgação)
Por: Editorial | 17/08/2026 17:12
Mato Grosso do Sul se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados de chikungunya em 2026. O mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta 9.961 confirmações da doença e 30 mortes registradas no Estado.
Os óbitos ocorreram em 10 municípios: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Dourados concentra a maior quantidade de mortes, enquanto Corumbá passou a integrar a lista após a confirmação do primeiro óbito relacionado à doença no município neste ano.
Apesar de o número de mortes permanecer estável em relação ao levantamento anterior, a circulação do vírus continua ativa. O novo boletim registra 129 casos confirmados a mais que a atualização anterior, que contabilizava 9.832 confirmações.
Além dos casos confirmados, o Estado possui 12.520 casos considerados prováveis. A incidência estadual chega a 454,2 casos prováveis para cada 100 mil habitantes, índice classificado como alto pela SES. Para o órgão, municípios que ultrapassam 300 casos por 100 mil habitantes estão nessa faixa de incidência.
Dourados aparece como o município com maior número de casos prováveis, com 5.211 registros e incidência de 2.141,2 casos por 100 mil habitantes. A cidade também lidera o número de mortes provocadas pela doença no Estado.
Na sequência estão Corumbá, com 1.683 casos prováveis e incidência de 1.748,2 por 100 mil habitantes; Fátima do Sul, com 647 casos e incidência de 3.139,4; Jardim, com 494 casos e incidência de 2.060; e Douradina, que possui 252 casos e apresenta a maior incidência estadual, com 4.517,7 casos por 100 mil habitantes.
Outros municípios também apresentam índices elevados, entre eles Batayporã, Paraíso das Águas e Angélica, que registram incidências superiores a 3 mil casos por 100 mil habitantes.
Os dados das duas semanas mais recentes analisadas pelo boletim, referentes ao período de 26 de julho a 8 de agosto, mostram que a transmissão continua ocorrendo em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Oito municípios registraram casos prováveis nesse intervalo, com destaque para Sidrolândia, que contabilizou 60 registros.
No mesmo período, 13 municípios tiveram novos casos confirmados. Sidrolândia registrou 17 confirmações, seguida por Amambai, com 10, e Dourados, com nove. Nova Alvorada do Sul contabilizou seis casos confirmados, enquanto Douradina, Batayporã e Angélica tiveram três cada.
Também foram registradas confirmações em Jateí, Anastácio, Itaporã, Ladário, Bonito e Caarapó.
Entre os óbitos mais recentes está o de uma mulher de 62 anos, residente em Corumbá, que morreu em 28 de julho e teve a causa confirmada dois dias depois. Outro registro envolve uma mulher de 46 anos, de Dourados, que morreu em 8 de julho e teve o óbito confirmado em 3 de agosto.
Atualmente, não há mortes em investigação relacionadas à chikungunya no boletim estadual.
A doença também chama atenção entre gestantes. Mato Grosso do Sul contabiliza 114 casos confirmados de chikungunya nesse grupo. Dourados concentra 70 registros, seguido por Corumbá, com oito, Fátima do Sul, com cinco, e Douradina, com quatro.
Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 31 e foram atualizados até 11 de agosto. Segundo a SES, as informações são parciais e podem sofrer alterações à medida que os municípios atualizam os registros no sistema oficial de notificações. Com informações: CG News.
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