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Idosa tem pé amputado após demora para conseguir vaga hospitalar em Campo Grande


Paciente diabética aguardou transferência para atendimento especializado e, segundo a família, quadro se agravou durante a espera; Justiça apontou falhas na assistência pública.
Idosa diabética teve o pé amputado após lesão evoluir durante espera por atendimento hospitalar especializado em Campo Grande (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal) Por: Editorial | 18/08/2026 07:41

Uma idosa de 67 anos teve o pé amputado após uma lesão evoluir de forma grave durante a espera por uma vaga hospitalar em Campo Grande. A paciente é diabética, faz uso de insulina e já utilizava cadeira de rodas. Segundo familiares, a demora para a transferência impediu que ela recebesse atendimento especializado a tempo de preservar o membro.

O problema começou após o surgimento de uma lesão no pé. Inicialmente, a paciente teria procurado atendimento em uma unidade de saúde, onde recebeu orientação para utilizar uma pomada. Conforme o relato da família, mesmo após o tratamento indicado, o ferimento apresentou piora.

A idosa retornou ao Centro Regional de Saúde (CRS) Coophavila II no dia 12 de agosto. Apesar dos cuidados recebidos na unidade, o quadro teria evoluído rapidamente, com comprometimento grave do tecido do pé.

A família buscou a Justiça para garantir a transferência e o atendimento hospitalar adequado. Mesmo com a judicialização do caso, a vaga não teria sido disponibilizada em tempo suficiente para evitar a perda do membro.

Segundo os familiares, a paciente permaneceu por aproximadamente cinco dias aguardando uma vaga hospitalar. Durante esse período, a lesão avançou para um estágio considerado extremamente grave, levando à necessidade de amputação.

O caso também chegou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Em decisão emitida nesta segunda-feira, 17 de agosto, a 1ª Vara do Juizado Especial da Saúde de Campo Grande apontou possível falha do poder público na manutenção de uma paciente em estado grave em uma unidade que não seria adequada para o tratamento necessário.

Ainda conforme a denúncia apresentada pela família, mais de 15 pacientes aguardavam por vagas hospitalares no CRS Coophavila II durante o período.

A situação gerou indignação entre os familiares, que afirmam que pretendem buscar judicialmente a responsabilização pela demora na transferência. Para a família, a demora no atendimento especializado contribuiu diretamente para o agravamento da lesão e a consequente amputação.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que não poderia fornecer informações, mesmo de forma indireta, sobre o caso específico, em razão das regras previstas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O caso segue sendo acompanhado pela Justiça, enquanto a família avalia novas medidas para apurar as circunstâncias que levaram à perda do membro. Com informações: Diário Digital

 

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