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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante compromisso oficial. O governo federal enfrenta um cenário de aumento do endividamento público, enquanto a dívida bruta chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
Por: Editorial | 18/08/2026 09:14
O Brasil encerrou junho de 2026 com um novo avanço no endividamento público. A Dívida Bruta do Governo Geral alcançou R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo as Estatísticas Fiscais divulgadas pelo Banco Central. O percentual representa alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior e coloca o indicador no maior nível desde abril de 2021.
A dívida bruta reúne compromissos do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e das administrações estaduais e municipais. Em junho, os juros nominais foram o principal fator responsável pela elevação do indicador, acrescentando 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida e o PIB. As emissões líquidas de títulos públicos contribuíram com outros 0,6 ponto percentual, enquanto o crescimento do PIB nominal ajudou a reduzir parcialmente a proporção.
O cenário também aparece nos números da dívida líquida do setor público, que chegou a R$ 9 trilhões, correspondentes a 68,5% do PIB. No acumulado de 12 meses até junho, os juros nominais do setor público somaram R$ 1,16 trilhão, ou 8,80% do PIB. No mesmo período, o déficit nominal alcançou R$ 1,3178 trilhão, equivalente a 9,99% do PIB.
Os dados mostram que a trajetória do endividamento continua sendo influenciada principalmente pelo custo dos juros e pela necessidade de novas emissões de títulos. Desde janeiro de 2023, quando Luiz Inácio Lula da Silva iniciou o atual mandato, a relação entre a dívida bruta e o PIB aumentou 10,2 pontos percentuais, segundo levantamento baseado nos dados do Banco Central.
A evolução da dívida é acompanhada de perto porque o crescimento do estoque de compromissos públicos pode elevar as despesas financeiras do governo e reduzir o espaço disponível no orçamento para outras políticas públicas. A dinâmica futura dependerá, entre outros fatores, do comportamento dos juros, do resultado das contas públicas, do crescimento econômico e da capacidade do governo de manter uma trajetória fiscal considerada sustentável.
Apesar da dimensão do endividamento, o percentual registrado em junho ainda ficou abaixo do pico observado durante a pandemia. O maior nível da série foi registrado em outubro de 2020, quando a dívida bruta chegou a 87,66% do PIB. Com informações: Pleno News.
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