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Empresária morre após passar por seis procedimentos estéticos em Goiânia; família questiona estrutura hospitalar


Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, sofreu complicações após uma cirurgia que durou mais de oito horas. Ministério Público pediu abertura de investigação sobre o caso.
Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu após passar por procedimentos estéticos em um hospital de Goiânia. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Por: Editorial | 22/08/2026 07:47

A morte da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, após uma sequência de procedimentos estéticos em Goiânia, levantou questionamentos da família sobre o atendimento recebido e a estrutura disponível na unidade hospitalar. O Ministério Público de Goiás solicitou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias da morte, ocorrida em 12 de agosto.

Segundo informações obtidas pela reportagem, Andreia realizou seis procedimentos na região do rosto, entre eles uma ritidoplastia profunda e uma lipoaspiração no pescoço. A cirurgia teria durado mais de oito horas e envolvido diferentes intervenções, incluindo reposicionamento de tecidos e músculos, alterações na linha do cabelo e no queixo, além da retirada de excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras.

Também foram retiradas porções de gordura da região do pescoço e da mandíbula. Conforme os relatos apresentados pela família, a paciente ainda recebeu uma aplicação de células provenientes do próprio organismo.

Andreia, que vivia na Espanha havia cinco anos, teria viajado ao Brasil especialmente para realizar os procedimentos. Segundo a irmã, Djiane Vieira, a cirurgia representava um desejo pessoal da empresária e teve custo de aproximadamente R$ 118 mil.

Após o procedimento, familiares relataram que o estado de saúde de Andreia apresentou rápida deterioração. A irmã afirmou que percebeu um inchaço significativo na língua e dificuldade para a paciente fechar a boca. Cerca de seis horas depois da cirurgia, a situação teria se agravado.

Ainda conforme informações apresentadas pela família, exames indicaram a presença de uma bactéria e de um processo infeccioso ativo. A família também questiona a estrutura disponível no hospital, afirmando que a unidade não contaria com uma Unidade de Terapia Intensiva e não teria uma ambulância adequada para situações de emergência.

Segundo o relato da irmã, foram iniciadas tentativas de reanimação após a piora do quadro. Andreia morreu cerca de duas horas depois do início dos procedimentos de reanimação.

O médico Lessandro Martins, responsável pelo atendimento, informou que não comentaria publicamente informações clínicas da paciente em razão do sigilo médico. Em nota, afirmou que todos os esclarecimentos necessários serão fornecidos aos órgãos responsáveis pela investigação.

A defesa do Hospital Ankar declarou que lamenta a morte da paciente e afirmou que ela recebeu atendimento emergencial imediatamente. A instituição também informou que os exames e avaliações pré-operatórias foram realizados externamente e que os registros relacionados ao atendimento estão documentados no prontuário, podendo ser apresentados às autoridades competentes.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas em sigilo, conforme as normas do processo ético-profissional. O órgão também afirmou que solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada no caso.

Diante das circunstâncias, o Ministério Público de Goiás encaminhou à Polícia Civil um pedido para abertura de inquérito. A solicitação partiu da 2ª Promotoria de Justiça de Goiânia e busca apurar a possível ocorrência de homicídio culposo.

A investigação deverá analisar os procedimentos realizados, as condições clínicas da paciente antes da cirurgia, o atendimento prestado após as complicações e a estrutura disponível na unidade. Até a conclusão das apurações, não há definição de responsabilidade criminal pelo ocorrido. Com informações: g1.

 

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