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Reuniões reuniram mais de 40 dos cerca de 59 servidores que compõem o efetivo da Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí. Foto: Divulgação
Por: Editorial | 24/08/2026 11:49
Policiais penais da Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí (PSMN) realizaram duas reuniões para apresentar reivindicações relacionadas à administração da unidade. Entre os pontos levantados estão a distribuição de plantões extras remunerados, mudanças na lotação de servidores e decisões administrativas atribuídas à atual gestão.
Segundo os servidores, mais de 40 dos aproximadamente 59 policiais penais que integram o efetivo participaram das reuniões. As manifestações foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Corregedoria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
A Corregedoria esteve em Naviraí para ouvir os servidores e reunir informações sobre as situações relatadas. Eventuais irregularidades serão analisadas pelos órgãos responsáveis, que poderão adotar as medidas cabíveis conforme o resultado da apuração.
Um dos principais assuntos apresentados envolve a distribuição dos plantões extras remunerados. Essas escalas, com duração de oito horas, são realizadas durante o período de folga dos policiais penais e representam uma forma de complementação da renda.

De acordo com os relatos, alguns servidores teriam deixado de ser escalados para esses plantões após questionamentos relacionados a decisões da direção da unidade. Os policiais penais também apontam dúvidas sobre os critérios utilizados na distribuição das escalas e defendem que eventuais medidas de caráter disciplinar observem os procedimentos administrativos previstos na legislação.
Os servidores afirmam ainda que a redução da possibilidade de realização dos plantões extras provocou impactos financeiros para parte do efetivo.
Outro ponto apresentado nas reuniões envolve mudanças na lotação. Segundo os policiais penais, alguns profissionais teriam sido transferidos ou colocados à disposição para atuar em outras unidades após questionamentos relacionados à administração.
A categoria defende que as decisões administrativas observem os critérios previstos na legislação e, quando cabível, considerem as condições funcionais e familiares dos servidores.
Os relatos também apontam desgaste nas relações internas da unidade. As situações apresentadas, entretanto, ainda dependem da análise dos órgãos responsáveis.
Diante dos questionamentos, parte dos servidores passou a defender a mudança no comando da penitenciária. Entre os nomes citados pela categoria está de um policial penal, que possui mais de 12 anos de atuação no sistema penitenciário e já recebeu a Medalha Ramez Tebet.
A indicação representa uma posição manifestada pelos servidores. A eventual escolha de um novo gestor, no entanto, depende da administração responsável pelo sistema penitenciário estadual. Com informações da Assessoria
