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Falsa promessa de trabalho termina em assassinato e mobiliza investigação em Sonora


Homem teria sido atraído até uma residência após receber proposta de emprego e, segundo a investigação, acabou sendo levado para outro local, onde foi morto.
Investigação aponta que vítima teria sido atraída por uma suposta oferta de trabalho antes de desaparecer em Sonora (Foto: Reprodução). Por: Editorial | 24/08/2026 14:04

Uma suposta oportunidade de trabalho terminou em um crime brutal que chocou moradores de Sonora, a 362 quilômetros de Campo Grande. Diego Estefan dos Santos Ferreira, conhecido como “Corumbá”, desapareceu após receber uma proposta de emprego em uma fazenda e foi encontrado morto no dia seguinte, em uma área de mata próxima ao Balneário Pôr do Sol.

Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, Diego desapareceu no dia 20 de agosto. A esposa relatou à polícia que ele havia recebido uma ligação de um homem oferecendo uma oportunidade de trabalho. Após receber um endereço, ela levou o marido até uma residência localizada na Rua 3 de Outubro, em frente ao Bar do Neco.

Mais tarde, ao retornar para buscá-lo, a mulher foi informada pela proprietária do imóvel de que Diego havia deixado o local em uma motocicleta acompanhado por outro homem. Desde então, não houve mais contato com a vítima.

Na tarde de sexta-feira (21), pessoas que se deslocavam para pescar na região da Prainha encontraram o corpo de Diego. A Polícia Civil foi acionada e iniciou as diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

As investigações apontaram que a vítima teria permanecido amarrada na residência antes de ser transportada para o local onde ocorreu o assassinato. Segundo os depoimentos reunidos durante o inquérito, diferentes suspeitos teriam participado da ação.

Um dos investigados relatou à polícia que três envolvidos teriam participado diretamente da agressão que terminou com a morte de Diego. Outro suspeito também admitiu envolvimento e afirmou que, antes do crime, teria ocorrido uma ligação para um homem identificado pelo apelido de “Vicente”. Conforme o depoimento, a ordem para a execução teria sido relacionada à suspeita de que a vítima pertenceria a uma facção criminosa.

A investigação identificou cinco pessoas como suspeitas de envolvimento no assassinato: Maycon Douglas Rezende Garcia, Jean Lucas de Araújo Cezar, Carlos André da Silva Vieira, Maiara Souza Alves e Luciano Lima dos Santos. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul solicitou que as prisões em flagrante fossem convertidas em preventivas.

Luciano negou participação na morte de Diego e afirmou que os demais investigados estariam atribuindo a ele uma responsabilidade que não teria. Durante o interrogatório, entretanto, ele teria relatado participação em outro crime ocorrido anos atrás.

O caso mencionado envolve Lailla Cristine de Arruda, de 19 anos, encontrada morta em um canavial de Sonora em 2018. Na ocasião, quatro pessoas confessaram envolvimento no chamado “julgamento” da jovem, que teria sido acusada de ligação com um grupo rival. Em 2022, nove pessoas foram julgadas pelo crime e receberam, somadas, penas superiores a 250 anos de prisão.

Após audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões dos cinco investigados pela morte de Diego em preventivas. As circunstâncias do assassinato continuam sendo apuradas pelas autoridades, que buscam esclarecer a participação individual de cada suspeito e a possível motivação do crime. Com informações: CG News.

 

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