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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o fim da escala 6x1 e a manutenção dos salários dos trabalhadores (Foto: Ricardo Stuckert)
Por: Editorial | 24/08/2026 14:48
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta segunda-feira (24) o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador exerce atividades durante seis dias e tem apenas um dia de descanso. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que o governo federal está empenhado em garantir o avanço da proposta no Congresso Nacional sem redução salarial.
Segundo Lula, existem setores contrários à mudança na jornada, mas a administração federal pretende manter a articulação em torno da pauta. O presidente argumentou que a redução da escala permitiria aos trabalhadores ampliar o tempo destinado à família, ao lazer e aos cuidados com a saúde.
O tema ganhou novo impulso no Senado na última sexta-feira (21), quando o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, encaminhou a Proposta de Emenda à Constituição relacionada ao fim da escala 6x1 para análise da Comissão de Constituição e Justiça. A matéria estava há meses aguardando despacho para começar a tramitar no colegiado.
A previsão é que a discussão da proposta na CCJ tenha início em 3 de setembro. Apesar da movimentação, parlamentares avaliam que o processo pode avançar somente após as eleições de outubro, devido ao calendário político e ao tempo necessário para análise e votação da PEC.
O debate também ganhou espaço no primeiro debate presidencial televisivo de 2026, realizado no domingo (23). A redução da jornada semanal de trabalho foi abordada pelos candidatos que participaram do encontro.
Durante o debate, Renan Santos declarou ser contrário ao fim da escala 6x1, enquanto Augusto Cury defendeu a redução da jornada. O tema permanece entre as pautas de maior repercussão no debate sobre relações de trabalho e qualidade de vida dos brasileiros.
A proposta ainda precisa passar pelas etapas previstas no processo legislativo antes de qualquer mudança nas regras atuais. O avanço da matéria dependerá das discussões e votações no Congresso Nacional. Com informações: Metrópoles
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