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Dolly Parton, ícone da música country, morre aos 80 anos e deixa legado que atravessa gerações


Cantora, compositora e atriz construiu uma das carreiras mais marcantes da música norte-americana, com milhares de canções e forte atuação social.
Dolly Parton construiu uma carreira de mais de seis décadas e se tornou um dos maiores ícones da música norte-americana. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 26/08/2026 07:15

O mundo da música perdeu nesta terça-feira (25) uma de suas figuras mais emblemáticas. Dolly Parton morreu aos 80 anos, deixando uma trajetória que ultrapassou as fronteiras da música country e transformou a artista em um dos grandes nomes da cultura popular dos Estados Unidos. A morte foi comunicada pela família por meio das redes sociais.

Reconhecida pela voz característica, pelos figurinos marcantes e pela personalidade carismática, Dolly construiu uma carreira de mais de seis décadas. Ao longo desse período, transitou pelo country, pop, bluegrass e outros estilos, além de atuar no cinema e desenvolver projetos empresariais e filantrópicos.

Nascida em 1946, no condado de Sevier, no Tennessee, Dolly cresceu em uma família numerosa e de poucos recursos. Era a quarta de 12 irmãos e passou a infância em uma pequena casa sem eletricidade ou água encanada. A música fez parte de sua formação desde cedo, influenciada principalmente pelos hinos religiosos e pelas canções tradicionais aprendidas com a mãe.

Ainda criança, começou a se apresentar em programas de rádio e, em 1959, lançou seu primeiro disco. O reconhecimento nacional veio anos depois, quando passou a integrar o programa televisivo do cantor Porter Wagoner, em 1967. A parceria rendeu sucessos, mas também abriu caminho para a consolidação de Dolly como artista solo.

Em 1974, ao deixar o programa, Dolly escreveu “I Will Always Love You” como uma despedida de Wagoner. A música se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira e ganhou projeção mundial anos depois, quando foi interpretada por Whitney Houston no filme “O Guarda-Costas”.

Dolly também ficou conhecida por composições como “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”. Suas letras frequentemente abordavam experiências pessoais, desigualdade, relacionamentos e questões sociais, aproximando sua obra de diferentes públicos.

No cinema, participou de produções como “Como Eliminar seu Chefe”, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. A música “9 to 5”, criada para o filme, tornou-se um dos trabalhos mais conhecidos da artista.

Com cerca de 3 mil composições, Dolly acumulou reconhecimento em diferentes áreas da indústria do entretenimento. Foram dezenas de indicações ao Grammy e dez vitórias, além de homenagens nos Hall da Fama da Música Country e do Rock & Roll.

Fora dos palcos, a cantora também ganhou destaque pelo trabalho filantrópico. Por meio da Imagination Library, projeto criado em 1995, milhões de livros foram distribuídos gratuitamente para crianças, ampliando o acesso à leitura.

Dolly também manteve relações profissionais com diferentes gerações de artistas. Ao longo dos anos, colaborou com nomes como Kenny Rogers, Emmylou Harris, Linda Ronstadt, Miley Cyrus e Beyoncé, entre outros.

Nos últimos anos, a artista enfrentou problemas de saúde e reduziu parte de sua agenda profissional. A morte do marido, Carl Dean, em 2025, também marcou profundamente esse período de sua vida.

Com uma história iniciada em uma família humilde do Tennessee e que alcançou os maiores palcos da música mundial, Dolly Parton deixa uma obra extensa e uma influência que atravessa gerações. 

 

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