|
Hoje é Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026.
Representantes do Brasil e dos Estados Unidos retomam as negociações comerciais em meio à disputa provocada pelas novas tarifas. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Por: Editorial | 26/08/2026 14:25
Brasil e Estados Unidos voltam à mesa de negociação em meio à tensão provocada pelas novas tarifas norte americanas sobre produtos brasileiros. Uma reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, está marcada para a próxima segunda feira, dia 31, às 14h30, no horário de Brasília.
O encontro foi confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento e representa uma nova tentativa de aproximar as equipes dos dois países depois de uma conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada na última sexta feira, dia 21.
Durante o telefonema, que durou aproximadamente uma hora e 20 minutos, os dois presidentes discutiram a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o governo brasileiro, Lula defendeu a retomada das negociações e contestou as justificativas utilizadas por Washington para sustentar a aplicação das novas tarifas.
Entre os temas mencionados pelo governo norte americano estão questões relacionadas ao desmatamento, propriedade intelectual, acordos preferenciais de comércio, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de mercadorias associadas ao trabalho forçado.
Lula argumentou que as medidas tarifárias podem provocar prejuízos para as economias dos dois países e defendeu a continuidade do diálogo como alternativa para preservar e fortalecer as relações comerciais. Trump, por sua vez, demonstrou disposição para manter os canais de negociação abertos e indicou a retomada do contato entre as equipes técnicas.
A disputa ganhou força após a adoção de novas sobretaxas pelos Estados Unidos. Em julho, o representante comercial norte americano anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre diferentes produtos brasileiros destinados ao mercado dos Estados Unidos.
A medida atingiu setores como siderurgia, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, máquinas agrícolas e determinados equipamentos elétricos, além de outros itens industrializados. Posteriormente, uma cobrança adicional de 12,5% foi aplicada sobre outros produtos, sob a justificativa de que o Brasil não possuiria mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
De acordo com estimativas apresentadas pelo governo brasileiro, as tarifas em vigor alcançam aproximadamente US$ 6,6 bilhões em exportações destinadas ao mercado norte americano.
Paralelamente às negociações bilaterais, o Brasil acionou o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio. O governo brasileiro questiona a compatibilidade das tarifas com as regras internacionais de comércio, enquanto os Estados Unidos aceitaram participar das consultas previstas no procedimento.
Desde o início da disputa, Brasília também destaca que os Estados Unidos mantêm superávit na relação comercial bilateral, ou seja, exportam mais para o Brasil do que importam. O governo brasileiro afirma que continuará buscando alternativas diplomáticas e comerciais para limitar os efeitos das tarifas sobre empresas, trabalhadores e consumidores nacionais.
A reunião de segunda feira será, portanto, um dos principais momentos da retomada das negociações entre os dois governos e poderá indicar os próximos passos nas tratativas para reduzir as tensões comerciais entre Brasília e Washington. Com informações: Agência Brasil
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes! 
