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Calor, poeira e pouca privacidade: camping de Barretos vira teste de resistência para milhares de fãs


Com espaço para mais de 20 mil pessoas, área de acampamento reúne improviso, convivência intensa e estratégias para enfrentar os desafios durante a Festa do Peão.
Campistas enfrentam calor, poeira e desafios de infraestrutura durante a Festa do Peão de Barretos. (Foto: Ricardo Nasi/g1) Por: Editorial | 26/08/2026 16:32

Para quem escolhe acampar durante a Festa do Peão de Barretos, a experiência começa muito antes dos shows. Durante os dias de evento, milhares de pessoas transformam o Parque do Peão em uma verdadeira cidade temporária, onde barracas, motorhomes e estruturas improvisadas dividem espaço com uma rotina marcada por calor, poeira, barulho e longas horas de convivência.

O camping tem capacidade para receber mais de 20 mil pessoas e, apesar dos desafios, continua sendo uma das opções mais procuradas por quem quer viver a festa de maneira intensa. Para muitos frequentadores, os obstáculos fazem parte da diversão e acabam criando histórias que se tornam tão marcantes quanto os próprios shows.

Um dos principais problemas aparece logo pela manhã. Com o sol forte, as temperaturas sobem rapidamente e tornam o interior das barracas bastante abafado. Para amenizar o calor, alguns campistas recorrem a ventiladores e climatizadores instalados de maneira improvisada.

Durante o dia, outro inconveniente chama a atenção: algumas barracas ficam bastante iluminadas e permitem a visualização do interior. Para preservar a privacidade na hora de trocar de roupa, os frequentadores precisam encontrar soluções criativas usando lençóis e outros objetos disponíveis.

Para quem chega pela primeira vez, a adaptação pode ser ainda maior. Milaine Rosa, que viajou de Santa Catarina para conhecer a festa, encara situações como barulho intenso e eventuais problemas no abastecimento de água como parte da experiência de permanecer no camping.

A convivência também exige planejamento. Com milhares de pessoas concentradas na mesma área, filas nos banheiros, períodos de espera para o banho e a circulação constante de visitantes fazem parte da rotina.

Quem já frequenta o espaço há vários anos, porém, chega preparado. A influenciadora Gabriely Varela acampa no evento desde 2019 e transformou a experiência acumulada em dicas para outros frequentadores.

Entre os acessórios considerados úteis está a nécessaire com gancho, que pode ser pendurada nos suportes disponíveis nos banheiros coletivos. A solução ajuda a manter objetos pessoais longe do chão, principalmente em áreas sujeitas à umidade e à poeira.

Para Amanda Sales, que participa do camping desde 2024, um dos primeiros desafios é levar todos os equipamentos do ponto de credenciamento até o local escolhido para montar a estrutura. Quando o grupo chega de ônibus e precisa transportar barracas e outros objetos, a tarefa pode se transformar em uma verdadeira operação logística.

Apesar das dificuldades, ela afirma ter percebido melhorias na estrutura dos banheiros em comparação com edições anteriores. Segundo a campista, as filas diminuíram e eventuais interrupções no abastecimento de água podem ser enfrentadas com algum tempo de espera.

A poeira vermelha, característica da região, é outro desafio inevitável. Ela se espalha pelas áreas de circulação, entra nas barracas e acaba atingindo roupas, calçados, utensílios e equipamentos.

Para Juliano Mota, que participa do camping pela quinta vez, a poeira está entre os principais incômodos da temporada. O calor e eventuais períodos de falta de água também exigem adaptação, especialmente diante da grande quantidade de pessoas concentradas no local.

Mesmo para quem enfrenta a experiência pela primeira vez, como Yan Mota, a impressão final pode ser positiva. A combinação de música, amizade, convivência e a atmosfera da Festa do Peão faz com que muitos frequentadores considerem que os momentos de desconforto compensam a experiência.

No camping de Barretos, portanto, conforto não é exatamente a palavra de ordem. Entre ventiladores improvisados, barracas protegidas com lençóis, nécessaires penduradas nos banheiros e muita poeira, os visitantes desenvolvem seus próprios métodos para sobreviver à rotina. E, para quem retorna ano após ano, cada dificuldade parece virar parte da tradição. Com informações: g1

 

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