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Eclipse lunar transforma madrugada de Campo Grande em espetáculo e rende registros impressionantes


Aos 64 anos, fotógrafo acompanhou por mais de duas horas o avanço da sombra da Terra sobre a Lua e registrou diferentes fases do fenômeno no Bairro São Francisco.
Sequência de imagens registra diferentes etapas do eclipse lunar parcial observado em Campo Grande, incluindo o momento em que a Lua adquiriu tonalidade avermelhada. (Foto: Wilmar Carrilho) Por: Editorial | 28/08/2026 07:12

A madrugada desta sexta-feira (28) ganhou um cenário especial no céu de Campo Grande. Durante mais de duas horas, o fotógrafo Wilmar Carrilho, de 64 anos, acompanhou a evolução de um eclipse lunar parcial e registrou, em detalhes, a transformação da Lua à medida que a sombra da Terra avançava sobre o satélite natural.

Morador do Bairro São Francisco, Wilmar escolheu o estacionamento do condomínio onde vive para acompanhar o fenômeno. Equipado com câmera fotográfica, cadeira e um tapete, ele iniciou os registros por volta das 21h50 de quinta-feira (27) e permaneceu no local até aproximadamente 0h15.

Para obter diferentes enquadramentos, o fotógrafo chegou a passar boa parte do tempo deitado sobre o tapete. A estratégia permitiu acompanhar a mudança gradual da Lua e produzir uma sequência de imagens que mostra a evolução do eclipse ao longo da noite.

No início, o disco lunar ainda aparecia quase completamente iluminado. Com o passar do tempo, uma área escura começou a avançar sobre a superfície visível da Lua. A sombra aumentou progressivamente até deixar apenas uma pequena parte iluminada. Durante o momento de maior cobertura, o satélite ganhou tons avermelhados, alaranjados e acobreados.

Em Campo Grande, a fase penumbral do eclipse teve início por volta das 21h23. A etapa parcial, quando a interferência da sombra terrestre se tornou mais evidente, começou aproximadamente às 22h33. O ponto máximo foi registrado por volta de 0h12, já na madrugada de sexta-feira.

Embora as fotografias tenham mostrado uma Lua com aparência semelhante à observada em eclipses totais, o fenômeno foi classificado como parcial. Cerca de 96,2% do disco lunar ficou encoberto pela umbra, região mais escura da sombra projetada pela Terra. Uma pequena parcela permaneceu fora dessa área, impedindo que o evento fosse considerado total.

O eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados e o satélite natural passa pela sombra projetada pelo planeta. Inicialmente, a Lua atravessa a penumbra, região mais clara. Em seguida, parte de sua superfície entra na umbra, onde a incidência direta da luz solar é bloqueada.

A coloração avermelhada observada durante essa etapa é resultado da interação da luz solar com a atmosfera terrestre. Mesmo com a luz direta do Sol sendo impedida de alcançar a Lua, parte da radiação atravessa a atmosfera, sofre um desvio e chega à superfície lunar. Os comprimentos de onda associados às tonalidades vermelhas e alaranjadas atravessam a atmosfera com maior facilidade, criando o característico aspecto acobreado.

Para Wilmar, fotografar eventos astronômicos é uma atividade que já faz parte de sua rotina. Luas cheias, superluas e eclipses estão entre os fenômenos que costuma acompanhar com a câmera. Segundo ele, cada registro proporciona uma experiência diferente, principalmente pela expectativa de aguardar o momento exato para conseguir a imagem desejada.

A sequência feita no estacionamento do condomínio transformou uma noite comum em uma oportunidade de observação e registro do céu, mostrando em diferentes imagens a passagem da Lua pela sombra da Terra. Com infomrações: CG News.

 

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