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Operação Infância Segura termina com prisão em flagrante por armazenamento de material ilegal em Campo Grande


Investigação do Ministério Público identificou conteúdo envolvendo crianças e adolescentes; equipamentos apreendidos passarão por análise para aprofundar o caso.
Agentes de segurança durante operação de combate a crimes contra crianças e adolescentes. (Foto: Arquivo) Por: Editorial | 28/08/2026 16:13

Uma investigação voltada ao combate a crimes contra crianças e adolescentes resultou na prisão em flagrante de um homem nesta sexta-feira (28), em Campo Grande. A ação ocorreu durante a Operação Infância Segura, que apura o armazenamento de material de abuso sexual infantil.

A operação foi conduzida pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. A ação contou ainda com o apoio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os investigadores localizaram o material que era alvo da apuração. Diante da constatação, o suspeito, que não teve a identidade divulgada, recebeu voz de prisão em flagrante.

A investigação teve origem em diligências realizadas no ambiente virtual pela UICC, que identificou a existência do conteúdo na internet. A partir das informações coletadas, foram adotadas medidas para localizar os responsáveis pelo armazenamento do material.

Conforme o MPMS, a conduta investigada está prevista no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da posse ou armazenamento de registros com conteúdo de abuso sexual envolvendo crianças ou adolescentes.

Ainda segundo o Ministério Público, por se tratar de uma conduta considerada permanente enquanto o material permanece armazenado, a localização do conteúdo durante o cumprimento do mandado possibilitou a prisão em flagrante.

Os dispositivos e demais evidências digitais recolhidos durante a operação serão submetidos a perícia. A análise deverá contribuir para esclarecer a extensão dos fatos investigados e verificar se há indícios de participação de outras pessoas.

O MPMS reforça que conteúdos relacionados a abuso sexual infantil não devem ser compartilhados, mesmo quando a intenção seja denunciar. O encaminhamento de imagens ou vídeos por redes sociais, aplicativos de mensagens ou outros meios pode ampliar a exposição das vítimas.

Denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente. Com informações: MidiaMax.

 

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