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Operação Arcanjo mira grupo suspeito de negociar ouro de origem ilegal em cinco cidades


Polícia Federal cumpre mandados em Mato Grosso, Campo Grande e São José do Rio Preto; investigação aponta movimentação superior a R$ 5,2 milhões
Operação Arcanjo cumpre mandados contra grupo investigado por comércio de ouro de origem ilícita (Foto: Divulgação/PF) Por: Editorial | 29/08/2026 07:35

Uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (28) investiga um grupo suspeito de atuar na compra, comercialização e ocultação de ouro de origem ilícita. Batizada de Operação Arcanjo, a ação cumpre mandados em municípios de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Ao todo, foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Poconé, em Mato Grosso, além de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e São José do Rio Preto, no interior paulista.

De acordo com a investigação, o grupo teria iniciado as atividades na região de Poconé e encaminhado o minério para São José do Rio Preto. Na cidade paulista, o ouro seria recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para armazenamento e comercialização.

A análise das movimentações financeiras permitiu aos investigadores identificar diferentes participantes que, segundo a Polícia Federal, exerciam funções como fornecimento do minério, intermediação, transporte, operações financeiras e aquisição do ouro.

As apurações apontam ainda que aproximadamente 17,3 quilos de ouro estariam relacionados às negociações investigadas. As transações teriam movimentado mais de R$ 5,2 milhões, além de envolver mecanismos que, segundo os investigadores, poderiam ter sido utilizados para ocultar ou dissimular a origem dos recursos.

A operação busca reunir novos elementos sobre o funcionamento do esquema, identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a origem do minério negociado pelo grupo.

Entre os crimes investigados estão, em tese, a usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As suspeitas ainda são objeto de investigação e caberá às autoridades responsáveis pela apuração reunir elementos que possam confirmar ou afastar as hipóteses levantadas. Com informações PFMS

 

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