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Operação internacional elimina 222 hectares de plantações de maconha em áreas de preservação no Paraguai


Ação conjunta entre autoridades paraguaias e brasileiras destruiu mais de 671 toneladas da droga e desarticulou dezenas de acampamentos utilizados pelo narcotráfico.
Forças de segurança atuaram em áreas de preservação ambiental durante a Operação Nova Aliança 57, que destruiu plantações e estruturas utilizadas pelo narcotráfico no Paraguai. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 01/09/2026 08:50

Uma operação conjunta entre forças de segurança do Paraguai e do Brasil resultou na destruição de 222 hectares de plantações de maconha em áreas de preservação ambiental no Paraguai. A ação, denominada Nova Aliança 57, foi realizada durante 12 dias nos departamentos de Canindeyú e Caaguazú, com operações por terra e pelo ar.

A ofensiva foi conduzida pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), em parceria com a Polícia Federal brasileira, com o objetivo de enfraquecer estruturas utilizadas para o cultivo e a produção da droga em larga escala.

De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades, as plantações destruídas tinham capacidade estimada de produzir aproximadamente 666 mil quilos de maconha. Durante as incursões, também foram localizados e destruídos 5.250 quilos da droga já preparada. Somadas as quantidades, mais de 671 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação.

As equipes concentraram parte das operações em áreas de preservação consideradas estratégicas para a proteção ambiental. Entre os locais atingidos estão as reservas naturais do Bosque Mbaracayú, Morombí e Caaguazú, além da Estância Pindó.

Durante as ações, 44 acampamentos associados à produção clandestina foram encontrados e desmantelados. As estruturas eram utilizadas como pontos de apoio para o cultivo, processamento e armazenamento da droga.

Além do impacto sobre o tráfico de entorpecentes, a operação também chamou atenção para os danos provocados pelo avanço das atividades criminosas sobre áreas naturais. O cultivo ilegal em regiões protegidas costuma estar associado à retirada de vegetação e à degradação de florestas nativas, agravando os impactos ambientais na região de fronteira.

Segundo a estimativa apresentada pelas autoridades, considerando os valores praticados no principal mercado de destino da produção, o Brasil, a quantidade de droga destruída representaria um prejuízo superior a US$ 100 milhões para organizações criminosas.

A operação contou ainda com o suporte do Comando de Defesa Interna do Paraguai, helicópteros da Força Aérea Paraguaia e acompanhamento do Ministério Público. A ação integra o acordo de cooperação mantido entre a Senad e a Polícia Federal para o combate ao tráfico de drogas e às estruturas criminosas que atuam na região de fronteira. Com informações: Dourados News.

 

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