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Paraguai inicia reflorestamento de áreas destruídas pelo cultivo ilegal de maconha na fronteira com MS


Operação Restaurar começou nesta quarta-feira e busca recuperar áreas de preservação ambiental utilizadas por traficantes para plantios clandestinos.
Agente da Senad espalha sementes de espécies nativas em área desmatada para cultivo ilegal de maconha na fronteira com Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 02/09/2026 13:30

O combate ao tráfico de drogas na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul ganhou uma nova frente nesta quarta-feira (2). Além da destruição das plantações de maconha, a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) iniciou ações de reflorestamento em áreas de preservação ambiental que foram desmatadas para dar lugar ao cultivo ilegal.

A iniciativa faz parte da Operação Restaurar e conta com o apoio de forças especiais. Agentes começaram a espalhar sementes de espécies nativas em regiões onde, recentemente, a Senad e a Polícia Federal brasileira realizaram a 57ª edição da Operação Nova Aliança.

Durante 12 dias de operações nos departamentos de Caaguazú e Canindeyú, na fronteira com municípios de Mato Grosso do Sul, as forças de segurança destruíram 222 hectares de plantações de maconha e 44 acampamentos utilizados pelos traficantes dentro de reservas naturais.

Segundo a Senad, grupos criminosos costumam escolher áreas de difícil acesso para instalar as lavouras clandestinas, justamente para dificultar a fiscalização. Para abrir espaço aos cultivos, árvores são derrubadas e a vegetação nativa é substituída pelas plantações ilegais.

Com a Operação Restaurar, o objetivo passa a ser também recuperar o ambiente afetado pela atividade criminosa. A ação busca recompor a vegetação nativa e proteger áreas consideradas patrimônio ambiental do Paraguai.

Dados recentes da Fundação Moisés Bertoni, responsável pela administração da Reserva Natural da Mata de Mbaracayú, apontam redução na expansão das áreas destinadas ao cultivo ilegal. Em 2023, foram identificados 662 hectares de novas áreas utilizadas para essas plantações. Em 2025, o número caiu para 450 hectares.

Somente no primeiro semestre de 2026, foram localizados 107 hectares, uma redução de 74% em comparação com o mesmo período de 2024. Criada em 1991, a Reserva Mbaracayú está localizada a cerca de 20 quilômetros de Paranhos, município sul-mato-grossense situado na faixa de fronteira.

A Fundação Moisés Bertoni aponta o monitoramento contínuo e o aumento da presença das instituições públicas como alguns dos fatores que contribuíram para a redução. Apesar do avanço, a área continua sendo alvo de atenção das autoridades, que defendem a continuidade da fiscalização, da retirada das plantações e das ações de recuperação ambiental.

A nova estratégia mostra que o enfrentamento ao crime organizado na região não termina com a destruição das lavouras. A intenção é também reduzir os impactos ambientais provocados pela ocupação criminosa e recuperar áreas que foram degradadas para sustentar o mercado ilegal de drogas. Com informações: Campo Grande News

 

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