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Carreta é retirada do Rio Taquari quase 20 dias após queda de ponte em Coxim


Veículo permanecia submerso desde o desabamento da ponte João Wenceslau Leite de Barros, acidente que matou o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos.
Carreta é retirada do leito do Rio Taquari após permanecer submersa desde o desabamento da ponte em agosto. (Foto: Coxim Agora) Por: Editorial | 02/09/2026 13:47

Após permanecer quase 20 dias no leito do Rio Taquari, a carreta que caiu no rio durante o desabamento de uma ponte na região pantaneira de Coxim foi retirada na terça-feira (1º). A operação contou com mergulhadores e três guinchos para içar o veículo, que estava submerso desde o acidente ocorrido em 13 de agosto.

A remoção foi realizada por uma empresa contratada pela seguradora responsável pela carreta. Segundo informações do site Coxim Agora, as condições do local e o peso do veículo exigiram uma operação com equipamentos de grande capacidade e apoio de mergulhadores.

Depois de dias de preparação e tentativas de retirada, a carreta finalmente foi içada e removida do leito do rio. A operação encerra uma das pendências relacionadas ao acidente que provocou o colapso da estrutura.

A ponte desabou durante a passagem do veículo na manhã de 13 de agosto. O caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, ficou preso na cabine e morreu. O corpo foi localizado aproximadamente nove horas depois por mergulhadores do Corpo de Bombeiros e posteriormente entregue à família.

A estrutura destruída era a Ponte João Wenceslau Leite de Barros, localizada na Estrada Taquari, trecho da MS-214 que conecta as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia.

Com 168 metros de extensão e 4,80 metros de largura, a ponte havia sido inaugurada em 2009, após investimento de R$ 2,1 milhões.

As causas do desabamento ainda não foram determinadas. Conforme o Governo de Mato Grosso do Sul, uma avaliação inicial não apontou problemas estruturais aparentes, sendo necessária uma investigação mais detalhada para esclarecer o que provocou o colapso.

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) informou que a apuração deverá envolver sondagens, inspeções subaquáticas e análises estruturais para identificar as condições que levaram à queda da ponte.

Nesta quarta-feira (2), o Governo de Mato Grosso do Sul também decretou situação de emergência por seis meses em Coxim, Corumbá e Ladário em razão do desastre provocado pelo desabamento.

Enquanto a travessia permanecer interditada, os motoristas que precisam chegar à região devem utilizar caminhos alternativos pelas rodovias MS-423 ou MS-214 até a BR-163. A mudança aumenta a distância percorrida por quem necessita se deslocar entre as áreas que dependiam da ponte. Com informações: Coxim Agora

 

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