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Gloria Steinem, uma das principais lideranças do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York. (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 03/09/2026 13:21
Gloria Steinem, jornalista e ativista norte-americana considerada uma das principais figuras do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome.
Segundo a organização, Steinem morreu na quarta-feira (2), em sua própria casa, de maneira pacífica e cercada por pessoas próximas. A causa da morte não foi informada.
Ao longo de mais de cinco décadas, Gloria Steinem se tornou uma das vozes mais conhecidas na defesa dos direitos das mulheres. Sua atuação envolveu principalmente a luta por direitos reprodutivos, maior participação feminina na política e combate à discriminação.
Ela ganhou projeção durante a chamada segunda onda do feminismo, no fim dos anos 1960. Antes disso, já havia construído uma carreira no jornalismo e produzido reportagens de destaque.
Entre seus trabalhos mais conhecidos está uma investigação publicada em 1963 sobre as condições de trabalho no império da revista Playboy. Para realizar a reportagem, Steinem passou 11 dias trabalhando disfarçada como uma das funcionárias do estabelecimento.
Em 1968, publicou na New York Magazine um artigo sobre a libertação das mulheres. O texto ajudou a consolidar sua presença como uma das lideranças feministas daquele período. Posteriormente, ela também se tornou uma das fundadoras da publicação.
A trajetória de Steinem ultrapassou o jornalismo e ganhou forte dimensão política. Em 1971, ela participou da criação do Caucus Político Nacional para Mulheres, ao lado de Bella Abzug, Shirley Chisholm e Betty Friedan.
A ativista também esteve à frente de manifestações e ajudou a criar organizações voltadas à defesa dos direitos femininos, entre elas a Coalizão de Mulheres Sindicalistas, o Centro de Mídia de Mulheres, Eleitores pela Escolha e a Fundação Ms. para as Mulheres.
Em 2013, recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a mais importante honraria civil dos Estados Unidos.
A defesa dos direitos reprodutivos esteve entre as principais bandeiras de Gloria Steinem. Ela revelou posteriormente que havia passado por um aborto de forma secreta aos 22 anos e apontou essa experiência como um dos fatores que contribuíram para sua atuação na causa.
Durante décadas, participou de manifestações, encontros comunitários, eventos universitários e debates públicos. Mesmo depois dos 80 anos, continuou viajando e se posicionando sobre diferentes questões sociais, mantendo a igualdade entre homens e mulheres como uma de suas principais prioridades.
Gloria Steinem nasceu em 25 de março de 1934, em Toledo, no estado de Ohio. Por causa das constantes mudanças da família, não frequentou regularmente a escola até aproximadamente o sétimo ano.
Sua trajetória também chegou ao cinema. Em 2020, sua vida foi retratada no filme The Glorias, baseado em suas memórias, com Julianne Moore interpretando a ativista em uma das fases de sua vida.
Nos últimos anos, Steinem continuou envolvida em projetos ligados à juventude e à transformação social. Em fevereiro de 2026, aos 91 anos, participou da publicação de um livro ilustrado em parceria com a ativista liberiana e vencedora do Nobel da Paz Leymah Gbowee.
A morte de Gloria Steinem encerra uma trajetória marcada pelo jornalismo, pela mobilização política e pela defesa dos direitos das mulheres, deixando um legado que atravessou gerações nos Estados Unidos e em outros países. Com informações: g1
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