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Soja brasileira mira novos mercados e pode ampliar valor da produção


Além do avanço da produtividade, variedades com maior teor de ácido oleico e a demanda por combustível sustentável de aviação podem abrir novas oportunidades para o agronegócio nacional.
Soja com alto teor de ácido oleico aparece entre as alternativas para ampliar o valor agregado da produção brasileira e conquistar novos mercados. (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 03/09/2026 14:01

A soja brasileira pode estar diante de uma nova fronteira de crescimento: em vez de apostar apenas no aumento da produção, o setor começa a direcionar esforços para produtos de maior valor agregado e capazes de atender demandas específicas do mercado internacional.

A avaliação foi apresentada durante o XXIII Congresso Brasileiro de Sementes, em Foz do Iguaçu, pelo consultor Ismael Menezes, da MD Commodities. Segundo os dados apresentados, a produtividade da soja no Brasil avançou 35% entre 2005 e 2025, resultado atribuído à evolução da genética, da biotecnologia, da agricultura de precisão, do manejo e da gestão das propriedades rurais.

Nesse cenário, a próxima etapa para o setor pode estar na capacidade de transformar ganhos de produtividade em maior rentabilidade. Entre as alternativas apontadas está a soja com alto teor de ácido oleico, característica que proporciona maior estabilidade ao óleo e propriedades nutricionais diferenciadas.

O mercado norte-americano já demonstra espaço para esse tipo de produto. De acordo com a análise apresentada no congresso, aproximadamente 1 milhão de hectares nos Estados Unidos são cultivados com soja de alto teor de ácido oleico, com registros de prêmios entre US$ 0,75 e US$ 1,25 por bushel.

Outra possibilidade está relacionada ao combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF. A projeção apresentada indica que, caso uma parcela do óleo atualmente direcionado ao biodiesel seja destinada à produção desse combustível, a demanda adicional poderia representar entre 35 milhões e 37 milhões de toneladas de soja até 2037.

Para a safra 2026/27, o cenário de mercado continua condicionado a fatores como a produção norte-americana, o comportamento da demanda chinesa e a oferta dos principais países exportadores. Esses elementos devem permanecer entre os principais pontos de atenção para a formação dos preços da oleaginosa.

O movimento sinaliza uma possível mudança de estratégia para a cadeia produtiva brasileira. Com uma agricultura cada vez mais tecnificada e produtiva, a busca por variedades específicas e mercados de maior valor pode representar uma nova oportunidade para ampliar a competitividade da soja nacional no comércio internacional. Com informações: Diário Digital

 

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