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Fim da escala 6x1 preocupa empresários com aumento de custos e falta de mão de obra


Pesquisa da ACICG aponta que 28,6% dos empresários veem elevação das despesas como principal impacto, enquanto 44,8% dizem que precisariam ampliar as equipes.
Operadoras de caixa trabalham em atacadista de Campo Grande; pesquisa aponta preocupação de empresários com possíveis mudanças na jornada (Crédito: Divulgação) Por: Editorial | 05/09/2026 09:22

A possibilidade de mudanças na escala de trabalho 6x1 tem gerado preocupação entre empresários de diferentes setores em Campo Grande. Pesquisa realizada pela ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) mostra que o aumento dos custos operacionais é apontado como principal temor por 28,6% dos entrevistados.

O levantamento ouviu 105 empresários. Entre eles, 24,8% acreditam que uma alteração na jornada poderia provocar queda na produtividade, enquanto 20% avaliam que seria necessário contratar mais funcionários. Outros 20% esperam pouco ou nenhum impacto, e 6,67% ainda não conseguiram avaliar possíveis consequências.

A pesquisa também revelou que 57,1% das empresas participantes atualmente trabalham no sistema 6x1, enquanto 10,5% utilizam esse formato apenas em parte das operações.

Entre os empresários consultados, 44,8% afirmaram que precisariam aumentar o número de funcionários caso houvesse mudança na jornada. Dentro desse grupo, 38,3% estimam que a equipe teria de crescer entre 6% e 10%, enquanto 19,1% calculam uma necessidade de expansão entre 11% e 20%.

A dificuldade para encontrar trabalhadores pode ser outro obstáculo. Segundo o levantamento, 84,7% das empresas ouvidas já enfrentam problemas para contratar mão de obra, cenário que poderia dificultar uma eventual adaptação para uma nova escala.

Apesar das preocupações, parte dos empresários também enxerga possíveis efeitos positivos. Para 64,6% dos entrevistados, uma jornada diferente pode contribuir para melhorar a produtividade. Já 40,2% acreditam que uma escala 5x2 poderia favorecer a atração e a permanência de profissionais nas empresas.

Quando questionados sobre qual modelo seria mais adequado ao mercado brasileiro, 25,5% defenderam a adoção obrigatória da escala 5x2. Outros 11,2% preferem a manutenção do sistema 6x1.

Por outro lado, 35,7% dos participantes defendem que as empresas possam adotar formatos diferentes de acordo com a atividade econômica. Outros 27,6% são favoráveis a um modelo mais flexível, conforme a proposta que está em discussão.

Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, uma eventual mudança na jornada não afetaria apenas os empregadores, mas também setores que dependem de funcionamento contínuo. Na avaliação dele, atividades como hospitais, supermercados, hotéis, transporte, segurança, limpeza e condomínios também poderiam sentir os efeitos da alteração.

A PEC 12/2026, que trata de mudanças relacionadas à jornada de trabalho, está em tramitação no Senado. O debate envolve diferentes propostas para reorganização das escalas e tem provocado discussões sobre custos, produtividade, contratação e qualidade de vida dos trabalhadores. Com informações: Campo Grande News

 

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