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Loja física mantém vantagem sobre compras online na hora de escolher roupas


Enquete aponta diferença de oito pontos percentuais entre consumidores que preferem comprar presencialmente e os que optam pela internet
Cliente observa peças expostas em uma loja de roupas na região central de Campo Grande (Referência: Arquivo) Por: Editorial | 08/09/2026 07:43

Mesmo diante da expansão acelerada do comércio eletrônico, as lojas físicas continuam ocupando espaço de destaque na hora de comprar roupas. Uma enquete realizada pelo Campo Grande News mostrou uma preferência ligeiramente maior pelos estabelecimentos presenciais: 54% dos participantes afirmaram comprar mais em lojas físicas, enquanto 46% disseram optar principalmente pelas plataformas digitais.

O resultado revela um cenário bastante equilibrado entre os dois formatos de consumo, com uma diferença de apenas oito pontos percentuais. A preferência pelo comércio presencial ocorre em um período de forte crescimento das vendas pela internet no Brasil.

Dados citados no levantamento apontam que o comércio eletrônico movimentou mais de R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando crescimento de 16,9% em comparação com os seis primeiros meses do ano anterior, segundo pesquisa da Confi em parceria com o E-commerce Brasil.

Apesar do avanço das plataformas digitais, os estabelecimentos físicos continuam influenciando o comportamento dos consumidores. Pesquisa da Serasa Experian mencionada no levantamento indica que 59,4% dos entrevistados consideram as lojas físicas importantes como vitrines, mesmo quando a compra é finalizada pela internet. Entre consumidores da Geração Z, o índice chega a 63,5%, enquanto entre os Millennials alcança 61,4%.

O levantamento também ocorre em meio a mudanças nas regras para compras internacionais de menor valor. O Senado aprovou recentemente uma medida provisória que autoriza a redução a zero do Imposto de Importação federal para compras internacionais de até US$ 50. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara e segue para sanção presidencial.

A chamada “taxa das blusinhas” estabelecia uma cobrança federal mínima de 20% para encomendas dentro dessa faixa de valor. Com a nova redação, o Ministério da Fazenda poderá reduzir o imposto a zero.

A eventual retirada do tributo federal, no entanto, não elimina a cobrança de impostos estaduais. O ICMS continuará sendo aplicado às compras internacionais, conforme as regras vigentes.

Para encomendas acima de US$ 50 e até US$ 3 mil, a medida também permite ao governo reduzir a alíquota federal para até 30%. O texto prevê ainda mecanismos de fiscalização destinados a combater práticas como subfaturamento, divisão irregular de encomendas e outras formas de fraude. Com informações: Campo Grande News

 

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