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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda oficial em Brasília (Foto: Reuters)
Por: Editorial | 08/09/2026 13:54
A escalada da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal levou aliados e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a defenderem uma resposta mais firme do governo. Entre as sugestões estão a convocação do Conselho da República, uma nova reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, e a defesa de uma mudança constitucional para estabelecer mandatos para futuros integrantes da Corte.
Interlocutores próximos ao presidente avaliam que o momento exige uma atuação política e institucional mais contundente. Entre as medidas discutidas está a necessidade de avançar na apuração de fatos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, além da possibilidade de retirar o ministro André Mendonça das relatorias dos casos relacionados ao Banco Master e ao INSS. Também há integrantes do governo que defendem o encerramento do inquérito das fake news.
A preocupação no Palácio do Planalto aumentou após a divulgação de pesquisas eleitorais que apontam uma disputa mais acirrada pela Presidência da República. Uma das avaliações feitas por integrantes da equipe de Lula é que a crise envolvendo o STF poderá ganhar ainda mais peso na campanha eleitoral, superando outros temas considerados prioritários, como economia, segurança pública e soberania nacional.
Nesse cenário, aliados defendem que Lula volte a conversar com Fachin para buscar uma saída institucional para o impasse. A expectativa é que o encontro seja solicitado com urgência e sirva para discutir os próximos passos diante dos recentes conflitos envolvendo integrantes da Suprema Corte e órgãos do governo federal.
Outro ponto em discussão é a possibilidade de estabelecer mandato com duração definida para futuros ministros do STF. A proposta, que poderia variar entre dez e 15 anos, é vista por interlocutores do presidente como uma forma de responder às críticas sobre a permanência prolongada dos integrantes da Corte. A campanha de Flávio Bolsonaro também tem explorado a possibilidade de Lula indicar até quatro novos ministros do Supremo caso seja reeleito.
A convocação do Conselho da República é outra alternativa considerada dentro do governo. O colegiado tem a função de auxiliar o presidente em situações de crise institucional e reúne representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de integrantes da sociedade civil.
Apesar disso, a proposta divide opiniões. Parte dos aliados teme que uma convocação extraordinária do conselho aumente a exposição pública da crise e acabe trazendo impactos negativos para a campanha de reeleição. Outros avaliam que a iniciativa poderia demonstrar uma postura institucional diante do cenário de tensão.
A reação do governo também deve ocorrer por meio da Advocacia-Geral da União, que pretende contestar a decisão que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. A argumentação será baseada na competência constitucional do presidente da República para indicar o diretor-geral da corporação.
Lula também deverá buscar uma nova conversa com Fachin para tratar do afastamento de Andrei e dos demais pontos que vêm ampliando o desgaste entre setores do governo e integrantes do Supremo. Com informações: CNN
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