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Suspeito foi flagrado por câmeras durante agressão a paciente em frente a clínica de Campo Grande (Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança)
Por: Editorial | 08/09/2026 14:06
A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de habeas corpus apresentado pela Defensoria Pública em favor de um homem de 26 anos acusado de agredir um paciente transplantado em frente a uma clínica de Campo Grande. O réu permanece preso preventivamente desde 26 de janeiro, data em que também teria cometido outra agressão na região da Chácara Cachoeira.
Segundo as informações do processo, o homem era conhecido nas proximidades da clínica e costumava permanecer nas calçadas do local. Ele possui ao menos sete registros policiais relacionados a ocorrências semelhantes.
O pedido de liberdade foi rejeitado na última semana de agosto. Antes disso, a prisão preventiva havia sido reavaliada durante o mês de maio e mantida pela Justiça. A decisão mais recente considerou que não havia elementos suficientes para conceder o habeas corpus.
O caso começou quando o paciente, de 44 anos, aguardava a abertura de uma clínica localizada na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo para realizar acompanhamento após um transplante de córnea. Imagens de câmeras de segurança registraram a aproximação do acusado e as agressões, que incluíram golpes no rosto.
De acordo com os registros, a vítima chegou a cair durante o ataque e, depois de se levantar, voltou a ser atingida. Em seguida, conseguiu escapar do local. Ainda conforme a investigação, o suspeito teria se envolvido em outra agressão durante a tarde do mesmo dia, quando acabou preso.
Na audiência de instrução e julgamento realizada em abril, o acusado negou ter agredido as vítimas, apesar das imagens registrarem a ocorrência. Questionado pelo juiz sobre seu comportamento durante a sessão, após esboçar sorrisos, afirmou que estava com a boca ressecada.
Em depoimento, o réu também declarou que, na época dos fatos, estava em situação de abrigo e enfrentava problemas relacionados ao consumo de álcool. Sobre a segunda agressão, afirmou que teria tropeçado no pé da vítima e imaginado que ela poderia estar armada.
O caso também teve consequências graves para o paciente transplantado. Durante a audiência, o médico responsável pelo atendimento informou que a vítima perdeu funcionalmente a visão do olho atingido. Apesar da preservação da estrutura externa após os procedimentos realizados, a lesão na retina comprometeu de forma permanente a capacidade visual.
Atualmente, o paciente vive com um familiar e necessita de adaptações para realizar atividades cotidianas, conforme relatado durante o processo.
Com a negativa do habeas corpus, o acusado continuará preso preventivamente enquanto o processo segue em tramitação na Justiça. Com informações: Mídiamax
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