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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos desde janeiro, quando saíram para brincar em Bacabal, no Maranhão (Foto: Arquivo pessoal)
Por: Editorial | 09/09/2026 07:38
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, devem ganhar apoio internacional. A Interpol colocou ferramentas de cooperação à disposição da família para auxiliar na investigação e em eventuais buscas fora do Brasil.
Segundo a advogada Nathaly Moraes, o contato ocorreu nesta terça-feira (8), após tratativas com o Consulado Brasileiro e o Núcleo de Cooperação Internacional. Uma reunião entre a mãe das crianças, Clarice Cardoso, a advogada e representantes do núcleo está prevista para esta quarta-feira (9), na sede da Polícia Federal, em São Luís.
O objetivo do encontro é esclarecer de que maneira os mecanismos da Interpol poderão ser utilizados no caso. Entre as possibilidades está a cooperação internacional e o auxílio em uma eventual localização ou repatriação das crianças caso surjam informações indicando que elas estejam fora do país.
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Desde então, diferentes equipes participaram das buscas, com operações por terra, água e ar. A mobilização chegou a contar com várias equipes simultaneamente, incluindo apoio da Marinha do Brasil, mas nenhum vestígio conclusivo sobre o paradeiro dos irmãos foi encontrado.
De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, a possibilidade de as crianças ainda estarem perdidas na área de mata foi sendo afastada após as buscas não encontrarem sinais que confirmassem essa hipótese. A polícia também não identificou vestígios que apontassem para afogamento ou ataque de animais. Diante disso, a hipótese de desaparecimento provocado por terceiros passou a receber maior atenção dos investigadores, embora o paradeiro dos irmãos continue desconhecido.
O caso voltou a ganhar repercussão depois que 163 crianças foram resgatadas nos Estados Unidos, no fim de agosto, durante uma operação relacionada ao tráfico humano. Apesar da expectativa levantada nas redes sociais, não há indicação de que Ágatha e Allan estejam entre as crianças encontradas na Flórida.
A atuação da Interpol poderá ampliar a circulação de informações entre autoridades de diferentes países e contribuir para a apuração de possíveis pistas internacionais. Até o momento, porém, não há confirmação de que os irmãos tenham sido localizados ou de que estejam fora do Brasil.
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