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Anvisa autoriza vacina meningocócica para bebês a partir de 6 semanas


Ampliação da indicação da MenQuadfi permite imunização contra a doença meningocócica ainda nos primeiros meses de vida.
Vacina meningocócica conjugada MenQuadfi teve indicação ampliada pela Anvisa para bebês a partir de 6 semanas de vida (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 09/09/2026 09:05

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina meningocócica conjugada MenQuadfi em bebês a partir de 6 semanas de vida. A ampliação da indicação foi formalizada por meio da Resolução 3.448/2026 e permite que a proteção seja iniciada ainda nos primeiros meses da infância.

A medida é considerada relevante porque os primeiros meses de vida estão entre os períodos de maior vulnerabilidade para formas graves da doença meningocócica. A vacina permanece indicada também para as demais faixas etárias previstas em sua autorização.

Para avaliar a nova indicação, a Anvisa analisou dados de 6.060 crianças com idades entre 6 semanas e menos de 12 meses. Os participantes receberam pelo menos uma dose da vacina, seguindo esquemas que variaram entre uma, duas ou três aplicações.

Também foram avaliadas informações de outras 5.373 crianças que receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses de idade. Somados, os estudos considerados pela agência reuniram mais de 11 mil participantes.

Segundo a Anvisa, a análise dos dados não apontou novos problemas relevantes relacionados à segurança da vacina. Os resultados permaneceram dentro do perfil esperado para imunizantes meningocócicos conjugados.

A doença meningocócica invasiva é provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, que pode estar presente nas vias respiratórias sem necessariamente causar sintomas. A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas eliminadas durante a fala, tosse, espirros ou respiração.

Em determinadas situações, a bactéria consegue ultrapassar as vias respiratórias e atingir outras regiões do organismo, provocando formas invasivas da infecção. A evolução pode ser rápida e levar a complicações graves e até à morte.

Mesmo com tratamento adequado, a doença apresenta taxa de mortalidade estimada em cerca de 10%. Entre os sobreviventes, até 20% podem apresentar sequelas permanentes, o que reforça a importância das medidas de prevenção e da imunização conforme as recomendações de saúde. Com informações: AconteceuMS

 

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