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Crédito rural contratado nos dois primeiros meses da safra 2026/2027 alcançou R$ 65,7 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura (Foto: Clara Medeiros/Dourados News/Arquivo)
Por: Editorial | 09/09/2026 13:28
Produtores rurais enquadrados no Pronamp e demais agricultores empresariais contrataram R$ 65,7 bilhões em crédito rural nos dois primeiros meses da safra 2026/2027. O levantamento, referente ao período entre julho e agosto, foi divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com base em dados do Banco Central.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs) representaram a maior parcela das operações no período. Foram R$ 32,4 bilhões contratados por meio desses títulos, o equivalente a 49,2% do total. As CPRs permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entregar produtos agropecuários futuramente.
Na sequência aparecem as operações convencionais de custeio, que somaram R$ 23 bilhões, correspondendo a 34,9% do crédito contratado. Desse montante, R$ 12 bilhões foram destinados aos demais produtores empresariais e R$ 11 bilhões aos agricultores enquadrados no Pronamp.
O crédito para comercialização da produção alcançou R$ 4 bilhões no bimestre, enquanto as operações destinadas à industrialização movimentaram R$ 2,9 bilhões. Já os financiamentos para investimentos, que incluem aquisição de máquinas e equipamentos, sistemas de irrigação e modernização de estruturas produtivas, totalizaram R$ 3,5 bilhões.
Entre os programas de investimento, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro alcançou R$ 413 milhões no período.
A agricultura empresarial contabilizou 70.657 contratos de crédito rural nos dois primeiros meses da safra. Desse total, 23.478 foram operações envolvendo CPRs.
O Sul concentrou a maior quantidade de contratos, com 22.631 operações, e também registrou o maior volume regional de crédito, com R$ 11,7 bilhões. O Sudeste ficou na sequência, com R$ 9,6 bilhões, enquanto o Centro-Oeste somou R$ 7,2 bilhões.
No Nordeste, as concessões chegaram a R$ 3,2 bilhões, e no Norte totalizaram R$ 1,7 bilhão.
Apesar de liderar em quantidade de contratos e volume financiado, o Sul apresentou o menor valor médio por operação, de R$ 516,5 mil. O Nordeste teve a maior média, com R$ 1,05 milhão por contrato, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão.
Entre os recursos controlados utilizados no financiamento rural, os Recursos Obrigatórios foram a principal fonte, com R$ 9,9 bilhões, correspondentes a 41% do total. A LCA na modalidade controlada respondeu por outros R$ 6,7 bilhões, ou 28%.
Entre as fontes não controladas, a LCA Livre liderou, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
A programação de recursos equalizáveis para toda a safra 2026/2027 chega a R$ 97,6 bilhões. Esse dinheiro financia linhas com taxas de juros controladas pelo governo, com a diferença em relação aos custos de mercado sendo compensada por meio da equalização.
Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões nessa modalidade. Entre os programas de investimento, o RenovAgro concentrou R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.
Banco do Brasil e BNDES responderam juntos por cerca de 77% das concessões equalizáveis destinadas a investimentos. Nas linhas de custeio e comercialização, o Banco do Brasil liderou, com 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%. Com informações: Dourados News
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