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Cancelamento de show da Lagum em Campo Grande vira inquérito por falta de reembolso


Evento previsto para março teve 679 ingressos vendidos e arrecadação de R$ 88,9 mil; Ministério Público apura reclamações de consumidores.
Banda Lagum teve show cancelado em Campo Grande e caso envolvendo o reembolso de ingressos passou a ser investigado pelo Ministério Público (Foto: Breno Galtier/Divulgação) Por: Editorial | 09/09/2026 13:47

O cancelamento de um show da banda Lagum que seria realizado em março, em Campo Grande, resultou na abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação apura a falta de restituição de parte dos valores pagos pelos consumidores que haviam comprado ingressos antecipadamente.

O evento estava marcado para 8 de março, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. Segundo informações apresentadas pela empresa responsável pela venda dos ingressos ao MPMS, foram comercializadas 679 entradas, com preços que variaram de R$ 80, na meia-entrada do primeiro lote, a R$ 280, na inteira do quarto lote.

A arrecadação chegou a R$ 88.900. Até 9 de junho, apenas 73 ingressos haviam sido restituídos, conforme os dados encaminhados ao órgão. O Ministério Público também recebeu 41 denúncias registradas no Procon/MS relacionadas à situação.

O show de Campo Grande fazia parte de uma sequência de três apresentações da Lagum em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A banda também tinha compromissos marcados em Rondonópolis, no dia 6 de março, e Cuiabá, no dia 7. Os três eventos acabaram cancelados.

Na época, a produção informou que os cancelamentos ocorreram por questões operacionais e contratuais que não estariam relacionadas à vontade dos artistas. A banda havia sido contratada pela empresa LPV Business Ltda., de Cuiabá, responsável pela organização dos eventos e pela contratação da estrutura necessária para as apresentações.

Segundo o empresário da Lagum, Ricardo Chantilly, os shows foram cancelados por motivos relacionados ao não cumprimento de obrigações pela contratante. Ele afirmou que a banda não recebeu os valores previstos para as apresentações e que fornecedores também não teriam sido pagos.

Cada apresentação teria cachê de R$ 40 mil. A empresa LPV Business não apresentou posicionamento sobre o caso até a publicação das informações.

Reembolso dos ingressos

De acordo com manifestação apresentada pela Bilheteria Digital Promoção e Entretenimento Ltda. ao MPMS, a empresa era responsável pela comercialização dos ingressos, mas os valores arrecadados foram repassados à LPV Business conforme as condições previstas em contrato.

A ticketeria informou que manteve apenas os valores correspondentes à remuneração pelos serviços tecnológicos prestados. A empresa também afirmou que os recursos das vendas deveriam ser restituídos diretamente aos consumidores.

A investigação busca esclarecer a situação dos valores ainda pendentes e as responsabilidades pelo reembolso dos clientes que não conseguiram recuperar o dinheiro pago pelos ingressos. A quantia que permanece sem restituição não havia sido divulgada até a publicação.

A Lagum, formada em Belo Horizonte em 2014, ganhou projeção nacional com músicas como “Deixa” e acumula indicações ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa. Com informações: Campo Grande News

 

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