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Ministério Público de Rondônia mantém atendimento especializado para vítimas de violência e pessoas que procuram apoio durante investigações (Foto: MPRO)
Por: Editorial | 10/09/2026 13:27
Uma mulher de Rondônia descobriu que havia sido infectada pelo HIV pelo próprio namorado após apresentar uma série de sintomas e buscar atendimento médico. Segundo a investigação, o homem já era alvo de apurações por suspeita de transmitir intencionalmente o vírus a outras mulheres.
A vítima, identificada na reportagem por nome fictício para preservar sua identidade, contou que levava uma rotina ativa antes de começar a apresentar febre, dores intensas, infecções recorrentes e cansaço. A piora da saúde fez com que procurasse atendimento e realizasse exames para investigar a causa dos sintomas.
O resultado apontou a presença do HIV. Até então, ela não sabia que o companheiro já estava sendo investigado pelo Ministério Público de Rondônia por possíveis casos semelhantes. A descoberta ocorreu quando buscou atendimento especializado e o nome do parceiro foi relacionado ao homem investigado pelas autoridades.
As investigações tiveram origem em relatos apresentados por mulheres ao Núcleo de Atendimento às Vítimas do Ministério Público. O órgão afirma que pelo menos quatro mulheres foram vítimas de transmissão intencional do vírus e que ainda pode haver outras pessoas afetadas.
O caso levou à abertura de investigação policial e posteriormente à ação judicial. O acusado foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto e ao pagamento de indenização de R$ 50 mil a uma das vítimas. Ele também responde a outros processos relacionados às acusações.
Após a condenação, o Ministério Público solicitou uma nova prisão preventiva, alegando risco de novas contaminações. O pedido foi aceito pela Justiça na quarta-feira (9), e o acusado voltou a ser preso.
Além das acusações relacionadas à transmissão do HIV, o Ministério Público também atribui ao investigado crimes de lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave. Em dois dos casos, há ainda acusação de estupro.
A investigação aponta que outras mulheres procuraram as autoridades depois de receberem acolhimento especializado. Os relatos incluem medo, vergonha, ansiedade e preocupação com o preconceito associado ao diagnóstico.
Especialistas ressaltam que o tratamento adequado do HIV permite que a pessoa mantenha qualidade de vida e, quando a carga viral permanece indetectável, não haja transmissão sexual do vírus. O diagnóstico precoce também é considerado fundamental para o início do acompanhamento médico.
As autoridades orientam pessoas que suspeitem ter sido expostas ao HIV a procurar uma unidade de saúde para realizar o teste. O atendimento pode ser feito de maneira sigilosa, e vítimas de violência também podem buscar apoio em delegacias especializadas e serviços de acolhimento. Com informações: g1
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