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Queda no preço da energia elétrica foi o principal fator para a deflação registrada pelo IPCA em agosto (Foto: Agência Brasil)
Por: Editorial | 11/09/2026 09:03
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, registrou queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11). O resultado representa a maior deflação mensal desde agosto de 2022, quando o índice havia recuado 0,36%.
O desempenho mostra uma mudança em relação aos meses anteriores. Em julho, o IPCA teve alta de 0,07%, enquanto em junho havia avançado 0,16%.
Mesmo com a retração registrada em agosto, a inflação acumulada no ano chegou a 3,11%. No período de 12 meses, o índice acumulou alta de 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados até julho.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro da faixa de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central. O objetivo central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Energia elétrica foi principal fator para a queda
O grupo Habitação apresentou a maior contribuição para a deflação de agosto, com recuo de 1,87%. O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que ficou 7,63% mais barata no período.
A redução nas contas de luz foi influenciada principalmente pela aplicação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto. O benefício representa a devolução aos consumidores de recursos excedentes relacionados à operação da usina.
Apesar da queda geral, alguns itens do grupo Habitação tiveram aumento. O gás encanado subiu 1,74%, enquanto a tarifa de água e esgoto avançou 0,11%.
Outros grupos também registraram queda
Além de Habitação, outros três grupos tiveram variação negativa em agosto. Alimentação e bebidas recuou 0,34%, Transportes caiu 0,86% e Comunicação teve baixa de 0,09%.
No setor de Transportes, as passagens aéreas apresentaram uma das principais quedas, com redução de 13,17%. Os combustíveis também ficaram mais baratos, com recuo de 0,91% no conjunto.
Entre os combustíveis, o etanol caiu 3,95%, o óleo diesel recuou 0,80% e a gasolina teve redução de 0,59%. Em sentido contrário, o gás veicular apresentou alta de 2,62%.
As viagens realizadas por aplicativos também tiveram redução de 4,57% nos preços, segundo o IBGE.
Alimentos ajudam a conter inflação
No grupo Alimentação e bebidas, a alimentação consumida dentro de casa caiu 0,61%. Entre os produtos que registraram as maiores quedas estão a batata-inglesa, com recuo de 19,89%, a cenoura, que caiu 11,22%, e a cebola, com baixa de 11,07%.
O tomate apresentou redução de 10,94%, enquanto o preço do ovo de galinha caiu 4,15%. O café moído também ficou mais barato, com queda de 1,86%.
Apesar da deflação geral, outros grupos registraram aumentos em agosto. Despesas pessoais teve a maior alta, de 1,30%, seguida por Artigos de residência, com 0,64%, Educação, com 0,47%, Saúde e cuidados pessoais, com 0,23%, e Vestuário, com 0,12%. Com informações: g1/ Agência Brasil
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