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Dona e gerente de boate são presos suspeitos de impedir saída de duas mulheres em Cuiabá


Vítimas, de 19 anos, afirmaram que foram cobradas em R$ 500 cada para deixar o estabelecimento e perderam ônibus que as levaria de volta a Manaus.
Boate em Cuiabá onde duas mulheres afirmaram ter sido impedidas de sair após cobranças de supostas multas (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 12/09/2026 07:59

A proprietária e o gerente de uma boate foram presos na noite desta quarta-feira (10), em Cuiabá, suspeitos de impedir que duas mulheres deixassem o estabelecimento. As vítimas, ambas de 19 anos, trabalhavam como garotas de programa e afirmaram que precisariam pagar R$ 500 cada para conseguir sair do local.

Conforme o boletim de ocorrência, as jovens haviam sido contratadas para realizar programas na boate e já tinham passagens compradas para retornar a Manaus. Quando tentaram deixar o estabelecimento para seguir até a rodoviária, porém, teriam sido impedidas pelo gerente.

Segundo o relato das vítimas, o homem, de 38 anos, retirou as malas delas e informou que cada uma deveria pagar uma suposta multa de R$ 500. Ele também teria afirmado que poderia cobrar outro valor caso elas ultrapassassem determinado horário.

Uma das mulheres decidiu acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Ao perceber a ligação, o gerente teria se exaltado e retirado uma das malas de maneira brusca, causando uma lesão na mão esquerda da vítima.

Dívidas e novas cobranças

Aos policiais, o gerente confirmou que trabalhava no estabelecimento e declarou que estaria cumprindo determinações da proprietária.

As mulheres também relataram que já haviam quitado supostas dívidas anteriores com a dona da boate, mas que novas cobranças eram aplicadas por diferentes motivos. De acordo com os depoimentos, a situação fazia com que permanecessem constantemente endividadas.

Como não conseguiram deixar o estabelecimento no horário planejado, as duas perderam o ônibus que faria o trajeto de volta para Manaus.

A proprietária e o gerente foram conduzidos pela Polícia Militar. Segundo o registro, o homem precisou ser algemado devido ao estado de exaltação e ao risco de fuga.

O caso foi registrado como suspeita de sequestro e cárcere privado, rufianismo e injúria real, entre outras ocorrências. As circunstâncias deverão ser apuradas pelas autoridades. Com informações: TerraMTDigital

 

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