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Após temporal, Prefeitura de Campo Grande prepara plano para reduzir riscos e agilizar resposta


Município pretende integrar registros de ocorrências, identificar árvores próximas à rede elétrica e revisar protocolos para emergências.
Árvore de grande porte caiu e bloqueou uma via durante o temporal que atingiu Campo Grande no dia 10. (Foto: Juliano Almeida) Por: Editorial | 14/09/2026 14:12

Quatro dias após o temporal que provocou queda de árvores, danos em imóveis e interrupções no fornecimento de energia, a Prefeitura de Campo Grande começou a discutir novas medidas para melhorar a prevenção e a resposta a eventos climáticos extremos.

Uma reunião realizada nesta segunda-feira (14) reuniu secretarias municipais, órgãos públicos e empresas responsáveis por serviços essenciais. Entre as propostas apresentadas estão a integração dos registros de ocorrências, a identificação de áreas com maior risco de queda de árvores, a definição de prioridades para podas e a atualização dos planos de emergência.

A intenção é reunir em uma única base informações atualmente mantidas por diferentes órgãos, como Agetran, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Com os dados integrados, a administração municipal pretende classificar os chamados de acordo com a gravidade, direcionar equipes de forma mais eficiente e evitar o deslocamento de diferentes órgãos para uma mesma ocorrência.

O temporal da última quinta-feira (10) evidenciou dificuldades na coordenação. Mais de 100 ocorrências relacionadas a árvores foram registradas, enquanto diversos bairros enfrentaram interrupções no fornecimento de energia. O abastecimento de água também sofreu impactos.

Outro ponto discutido foi a situação da arborização urbana. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável informou que acompanha cerca de 10 mil árvores por meio da plataforma Arbolim, na qual cada exemplar recebe uma avaliação conforme o nível de risco.

A Prefeitura pretende cruzar essas informações com os dados da Energisa sobre árvores que estão próximas ou em contato com a rede elétrica. A medida deve ajudar a identificar os pontos mais vulneráveis e estabelecer quais locais precisam receber podas ou outras intervenções com maior urgência.

Durante a reunião, a prefeita Adriane Lopes destacou a necessidade de integrar as informações para definir as áreas prioritárias e melhorar o planejamento das ações preventivas.

Também entrou na pauta a disponibilidade de geradores para manter em funcionamento serviços considerados essenciais durante eventuais interrupções de energia. A administração municipal deverá fazer um levantamento dos equipamentos disponíveis e avaliar quais unidades necessitam desse tipo de estrutura.

Os planos de contingência utilizados em situações de emergência também serão revisados. A proposta é incorporar as experiências do temporal recente aos protocolos municipais e aprimorar os procedimentos para futuras ocorrências.

Outro encaminhamento foi a criação de um grupo permanente de acompanhamento, com reuniões periódicas para avaliar as medidas adotadas e os riscos relacionados a chuvas intensas, ventos fortes e ondas de calor. A sugestão é que os encontros sejam realizados mensalmente.

Apesar das medidas anunciadas, ainda não foram divulgados cronograma, orçamento ou metas específicas para a execução das intervenções. Por enquanto, as ações estão concentradas na integração de informações, identificação de áreas de risco e atualização dos procedimentos de emergência. Com informações: Campo Grande News

 

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