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Lavoura de soja em Mato Grosso do Sul; o vazio sanitário termina nesta terça-feira (15). (Foto: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News)
Por: Editorial | 15/09/2026 07:21
O vazio sanitário da soja termina nesta terça-feira (15) em Mato Grosso do Sul, encerrando um período de 90 dias em que produtores tiveram de manter as propriedades livres de plantas vivas de soja. A medida também se aplicou a áreas públicas, margens de rodovias e demais locais onde a cultura pudesse permanecer de forma espontânea.
A principal finalidade do período é interromper o ciclo de pragas e doenças que podem comprometer a próxima safra. Entre as maiores preocupações está a ferrugem asiática, provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, considerado um dos principais problemas fitossanitários enfrentados pela sojicultura.
A eliminação das chamadas plantas voluntárias, conhecidas no campo como soja guaxa ou tiguera, reduz a possibilidade de sobrevivência do fungo durante o intervalo entre as safras. Com menos plantas hospedeiras disponíveis, também diminui a quantidade de esporos capazes de atingir novas lavouras.
Para os produtores, o encerramento do vazio sanitário representa o início de uma nova etapa do calendário agrícola. Mesmo com o fim da restrição, o monitoramento das propriedades continua sendo importante para identificar rapidamente o surgimento de doenças e evitar sua disseminação.
Durante o período de proibição, os agricultores foram orientados a vistoriar regularmente as áreas e eliminar plantas vivas por métodos químicos ou mecânicos. O plantio de soja fora das datas estabelecidas pelas regras fitossanitárias também permanece sujeito à fiscalização.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) alerta que o descumprimento das normas pode resultar em multas e outras penalidades previstas na legislação. A fiscalização busca reduzir os riscos não apenas para propriedades individuais, mas para toda a cadeia produtiva da soja no Estado.
A prevenção é considerada estratégica para diminuir a pressão de doenças na próxima safra, preservar a produtividade das lavouras e reduzir possíveis prejuízos econômicos ao setor agrícola sul-mato-grossense. Com informações: Dourados News
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