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Investimentos em indústria e novas cadeias produtivas ampliam a atividade econômica e a geração de empregos em Mato Grosso do Sul (Foto: Saul Schramm)
Por: Editorial | 15/09/2026 13:13
Mato Grosso do Sul atravessa um novo momento de transformação econômica, impulsionado pela chegada e expansão de grandes empreendimentos privados em diferentes regiões. O Estado reúne uma carteira superior a R$ 115 bilhões em investimentos entre projetos concluídos, obras em andamento e iniciativas previstas, em um movimento que busca agregar valor à produção agropecuária e ampliar a geração de emprego e renda.
A mudança também traz um desafio diferente para o mercado de trabalho. Em vez de apenas ampliar a quantidade de vagas disponíveis, empresas de setores em expansão começam a enfrentar dificuldades para encontrar profissionais preparados para ocupar determinadas funções.
A presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), Marina Hojaij Carvalho Dobashi, avalia que o cenário reflete o aquecimento da economia estadual e a necessidade de acelerar a qualificação profissional.
Segundo ela, a combinação entre crescimento econômico, investimentos privados e políticas públicas voltadas à empregabilidade tem ampliado a oferta de oportunidades. Com isso, a formação de trabalhadores passa a ser uma das principais demandas para acompanhar o ritmo de instalação e expansão das empresas.
A estratégia de desenvolvimento adotada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, sob a administração do governador Eduardo Riedel, busca aproveitar a força histórica do agronegócio para avançar sobre outras etapas da cadeia produtiva. A intenção é ampliar o processamento da matéria-prima dentro do próprio Estado, fortalecendo a agroindústria e outros segmentos associados.
Esse processo pode movimentar não apenas as unidades industriais, mas também empresas de transporte, logística, construção civil, comércio e prestação de serviços. Com mais atividades concentradas nas cidades onde os empreendimentos são instalados, a expectativa é ampliar a circulação de renda e criar novas oportunidades no interior.
Inocência, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Chapadão do Sul estão entre os municípios que vivenciam os efeitos desse processo. Indústria e serviços aparecem entre os segmentos que mais participam da criação de postos de trabalho, acompanhados por atividades relacionadas ao agronegócio, bioenergia, logística e construção.
Dos mais de R$ 115 bilhões previstos na carteira de investimentos entre 2023 e 2030, cerca de R$ 27 bilhões correspondem a projetos já concluídos. Outros R$ 60 bilhões estão em execução, enquanto aproximadamente R$ 29 bilhões integram empreendimentos planejados para os próximos anos.
Quando os projetos forem concluídos e entrarem em operação, a estimativa é de pelo menos 18 mil empregos diretos. Atualmente, a indústria responde por 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul.
O crescimento, porém, exige planejamento para garantir que a população local consiga aproveitar as oportunidades. A expansão industrial aumenta a procura por trabalhadores com formação específica, tornando a qualificação profissional uma das prioridades para sustentar o novo ciclo econômico.
Nesse contexto, programas de capacitação passam a acompanhar a atração de empresas, preparando trabalhadores para as funções exigidas pelos novos empreendimentos. O cenário ocorre em um Estado que também apresenta uma das maiores rendas médias do trabalho no país, ocupando a sétima posição nacional nesse indicador.
Para Eduardo Riedel, a capacidade de atrair investimentos não depende apenas de benefícios fiscais ou da disponibilidade de áreas para novos empreendimentos. Infraestrutura, energia, conectividade, saneamento, logística, oferta de matéria-prima e mão de obra qualificada também pesam na decisão das empresas.
Ao mesmo tempo, a chegada de grandes projetos modifica a realidade dos municípios. O crescimento da população e da atividade econômica aumenta a necessidade de moradias, pavimentação, escolas, unidades de saúde, comércio e outros serviços essenciais.
A proposta, portanto, vai além da instalação de fábricas. O objetivo é consolidar cadeias produtivas capazes de gerar valor dentro de Mato Grosso do Sul e fazer com que os efeitos econômicos alcancem as comunidades que recebem os investimentos.
O próximo desafio será acompanhar a velocidade dessa transformação com trabalhadores preparados para as novas funções. A qualificação da mão de obra passa a ser peça fundamental para que os bilhões destinados aos empreendimentos se convertam em empregos, renda e desenvolvimento regional. Com informações: Minuto MS
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