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Supremo Tribunal Federal adotou regras especiais para o acesso de jornalistas ao plenário durante julgamento envolvendo Alexandre de Moraes (Foto: Wallace Martins/STF)
Por: Editorial | 15/09/2026 13:21
O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou regras especiais para a presença de jornalistas no plenário durante o julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, marcado para esta terça-feira (15), em Brasília. A decisão reduziu o número de profissionais autorizados a acompanhar presencialmente a sessão.
Inicialmente, a Corte havia previsto que os jornalistas fariam a cobertura a partir de uma estrutura externa. A medida provocou manifestações de entidades ligadas à imprensa, que questionaram a restrição de acesso em uma sessão de grande interesse público.
Após as críticas, o STF autorizou a entrada de 30 profissionais no plenário. O acesso, no entanto, não será aberto a todos os jornalistas credenciados. Os lugares foram definidos por meio de sorteio entre os veículos habilitados para realizar a cobertura.
Além da limitação de vagas, os profissionais selecionados terão outras restrições durante a sessão. Não será permitido utilizar celulares ou computadores dentro do plenário. Para registrar informações, os jornalistas poderão levar apenas papel e caneta.
Os demais profissionais de imprensa deverão acompanhar o julgamento a partir da estrutura externa disponibilizada pelo Supremo.
A restrição ocorre em meio à expectativa em torno do julgamento, que desperta atenção nos meios jurídico, político e institucional. Entidades de imprensa defendem que sessões públicas de grande relevância devem ter ampla cobertura jornalística, permitindo que a sociedade tenha acesso às informações sobre os debates e decisões do Judiciário.
Segurança reforçada
O STF também preparou um esquema especial de segurança para a sessão desta terça-feira. A operação reúne diferentes órgãos, entre eles a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A estrutura foi montada diante da expectativa de movimentação e repercussão em Brasília durante o julgamento.
Com as novas regras, parte dos jornalistas credenciados poderá acompanhar diretamente a sessão no plenário, enquanto os demais terão de realizar a cobertura a partir das áreas externas. A medida mantém o debate sobre os limites de acesso da imprensa a sessões públicas de grande repercussão. Com informações: MinutoMS
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