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Atividades do Festival de Música Indígena reúnem jovens e integrantes das comunidades Guarani Kaiowá em Amambai (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 15/09/2026 16:18
Após passar por Dourados, a IV edição do Festival de Música Indígena, também chamado de Festival da Palavra Cantada, Contada e Dançada, segue sua programação pelos territórios Guarani Kaiowá de Amambai e Paranhos. A segunda etapa da iniciativa começou na segunda-feira (14) e busca aproximar as atividades das próprias comunidades, valorizando histórias, memórias, manifestações culturais e formas tradicionais de transmissão de conhecimento.
A circulação itinerante passa pela Aldeia Amambai, pela Retomada Tapy’i Kora, em Amambai, e pela Aldeia Pirajuí, em Paranhos. O eixo desta etapa é “Palavra Contada – Memória, Território e Transmissão de Saberes”, com uma proposta voltada à escuta e ao intercâmbio entre diferentes comunidades.
De acordo com a organização, levar a programação diretamente aos territórios permite considerar as particularidades de acesso e logística de cada localidade, além de favorecer a participação dos moradores na construção das atividades. Para Júlia Aissa, coordenadora do Casulo e do Festival, a proposta vai além de simplesmente transportar uma programação cultural para outros espaços, priorizando o diálogo e a troca de experiências.
A abertura ocorreu na Aldeia Amambai, na Terra Indígena Amambai, com ações direcionadas aos estudantes da Escola Estadual Indígena Mbo Eroy Guarani Kaiowá. Entre as atividades esteve a “Palavra Contada”, conduzida pela mestra tradicional Roseli Concianza Jorge, que compartilhou relatos e memórias relacionadas à trajetória da Retomada Panambizinho.
A programação também contou com a participação do artista visual Misael Concianza Jorge, responsável pela atividade “Palavra Pintada”, desenvolvida a partir das narrativas apresentadas. O público ainda acompanhou a apresentação do livro “Panambizinho: Lugar de Cantos, Danças, Rezas e Rituais Kaiowá”, de Graciela Chamorro, conduzida por Abrísio Silva Pedro.
Nesta terça-feira (15), o festival chega à Retomada Tapy’i Kora, em Amambai. O encontro é dedicado às histórias e experiências da própria comunidade, com participação de moradores e lideranças. A programação será encerrada com uma jehovasa, ritual tradicional de benzimento e consagração conduzido por uma Ñandesy, mulher reconhecida como rezadora e liderança espiritual Guarani Kaiowá.
Na quarta-feira (16), as atividades serão realizadas na Aldeia Pirajuí, em Paranhos. Pela manhã, das 8h30 às 11h, estão previstas ações de “Palavra Contada” e “Palavra Pintada”. Claudiene Gomes compartilhará histórias e memórias relacionadas à Retomada Yvu Verá, em Dourados, enquanto o artista visual Liedson Lopes desenvolverá uma criação inspirada nas narrativas apresentadas.
À tarde, a partir das 14h, a programação será voltada às juventudes, com apresentação do Sambô pelo rezador e pela comunidade. O encerramento da etapa ocorre às 18h, com uma roda de conversa destinada à avaliação coletiva das experiências vivenciadas durante a circulação pelos territórios.
A equipe do festival retorna a Dourados na quinta-feira (17). A terceira etapa da quarta rodada da iniciativa está programada para os dias 25, 26 e 27 de setembro, no Casulo e na Escola Municipal Francisco Meirelles, na Terra Indígena de Dourados. Com informações: Dourados News
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