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Aplicativo e-Título é um dos canais oficiais para consulta da situação eleitoral (Foto: Campo Grande News/Arquivo)
Por: Editorial | 15/09/2026 16:31
Um homem de 66 anos perdeu mais de R$ 37 mil após ser enganado por uma mulher que se apresentou como funcionária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Campo Grande. O golpe aconteceu na tarde de segunda-feira (14), no bairro Carandá Bosque, depois que a vítima recebeu uma chamada de vídeo pelo WhatsApp.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, a mulher se identificou como Júlia e afirmou que trabalhava na Justiça Eleitoral. Durante a conversa, ela disse que o título de eleitor do homem estaria cancelado e que seria necessário realizar um procedimento para regularizar a situação.
A golpista ofereceu a possibilidade de atendimento pela internet ou presencialmente. O idoso optou pela alternativa virtual e passou a seguir as instruções recebidas durante a chamada.
Convencido de que conversava com uma representante oficial, o homem compartilhou a tela do celular, abriu aplicativos bancários e realizou outras ações indicadas pela suposta funcionária. A mulher também pediu que ele permanecesse conectado enquanto, segundo ela, o procedimento de desbloqueio era realizado.
Depois de aguardar por algum tempo, a vítima questionou a demora e ouviu que o sistema estaria apresentando lentidão. A ligação continuou por mais alguns minutos, até que o homem decidiu encerrá-la.
Foi somente depois de verificar sua conta bancária que ele percebeu que havia sido vítima do golpe. O idoso encontrou uma movimentação financeira não autorizada de R$ 37 mil e também constatou a contratação de um empréstimo consignado em seu nome. O valor desse empréstimo ainda não havia sido identificado no momento do registro da ocorrência.
O caso foi registrado pela polícia como fraude eletrônica e deverá ser investigado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia alertado, no fim de agosto, para golpes que utilizam falsas comunicações em nome da Justiça Eleitoral. Entre as estratégias estão mensagens informando supostas irregularidades no título de eleitor, cobranças indevidas e envio de links para que o eleitor faça uma falsa regularização.
A orientação é não acessar links recebidos por mensagens nem fornecer informações pessoais ou bancárias sem antes confirmar a procedência da comunicação. A situação eleitoral deve ser consultada diretamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o Portal do TSE, o Autoatendimento Eleitoral e o aplicativo e-Título.
Embora os serviços de regularização eleitoral sejam gratuitos, existem situações previstas em lei que podem gerar multas, como a ausência injustificada às urnas ou a determinados trabalhos eleitorais. Por isso, a recomendação é conferir eventuais pendências diretamente nos canais oficiais antes de efetuar qualquer pagamento. Com informações:Campo Grande News
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