|
Hoje é Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026.
Ministra Cármen Lúcia afirmou lamentar o momento de descrença nas instituições e defendeu a responsabilidade dos agentes públicos (Foto: Luiz Silveira/STF)
Por: Editorial | 16/09/2026 10:31
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (16) que lamenta o atual cenário de descrença nas instituições democráticas. A declaração ocorreu durante sua participação, por videoconferência, em um evento voltado ao controle interno.
Segundo a ministra, a confiança da população nas instituições é um dos elementos fundamentais para o funcionamento da democracia. Ela também defendeu que agentes e servidores públicos devem reconhecer eventuais erros e manter como obrigação a busca por decisões e condutas adequadas.
Cármen Lúcia afirmou que esse compromisso deve ser observado por todos que exercem funções públicas, incluindo os ministros do Supremo. Para ela, prestar um serviço de qualidade à sociedade não representa um favor ou privilégio, mas uma responsabilidade inerente ao cargo.
A manifestação ocorreu um dia depois de uma sessão do STF marcada por discussões envolvendo ministros da Corte. Durante o julgamento de terça-feira (15), Cármen Lúcia chegou a pedir desculpas à população por não ter conseguido contribuir para reduzir os conflitos internos que se intensificaram nas últimas semanas.
A sessão terminou sem uma conclusão sobre a questão analisada. O placar estava em 4 votos a 3 pela manutenção da análise separada dos casos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça quando Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento.
Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação das análises. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem examinados conjuntamente. Dino havia acompanhado essa segunda posição, mas pediu vista antes da conclusão da votação.
A crise ganhou força após a divulgação de documentos da Polícia Federal relacionados às investigações sobre o Banco Master. Um dos relatórios mencionados no processo registra mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.
Também veio a público a existência de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. As informações deram origem a questionamentos e manifestações dentro e fora do Supremo.
Moraes contestou a forma como documentos foram disponibilizados e questionou a condução do caso por Mendonça. O ministro André Mendonça, por sua vez, afirmou que manteve sob sigilo apenas informações cuja divulgação poderia comprometer investigações em andamento ou dados de terceiros.
O acesso ao conteúdo extraído do celular de Vorcaro também esteve no centro das discussões. Após determinação de Cristiano Zanin, a Polícia Federal informou ter disponibilizado cópias do material aos gabinetes de Zanin, Gilmar Mendes e Moraes. A Procuradoria-Geral da República também se manifestou favoravelmente à ampliação do acesso aos documentos.
Com o pedido de vista de Flávio Dino, a análise permanece suspensa e ainda não há conclusão sobre a questão discutida pelo plenário. Com informações: g1/ STF
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes! 
