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Policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos e o tenente Carlos Eduardo da Silva Filho, envolvidos na ocorrência registrada em Ponta Porã (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 16/09/2026 14:42
O policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, baleado dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Ponta Porã, já havia sido preso anteriormente após ser encontrado com um fuzil de calibre .556. O novo episódio aconteceu na madrugada desta quarta-feira (16), enquanto ele cumpria uma detenção administrativa na unidade.
Segundo informações divulgadas pelo Campo Grande News, Resoaldo havia iniciado na segunda-feira uma detenção de dez dias no alojamento do batalhão. Por volta de 1h30, o tenente Carlos Eduardo da Silva Filho foi até o local para realizar uma fiscalização. Durante a ocorrência, foram efetuados disparos que atingiram o policial da reserva no rosto e no abdômen.
Resoaldo foi socorrido pela equipe de serviço e encaminhado para atendimento médico. Conforme as informações divulgadas, ele deverá passar por cirurgia no rosto e existe a possibilidade de transferência para Campo Grande para continuidade do tratamento.
A prisão anterior ocorreu em 1º de novembro de 2025, também em Ponta Porã. Na ocasião, uma abordagem policial terminou em perseguição depois que os agentes localizaram um fuzil Colt M4 calibre .556 no veículo conduzido pelo militar da reserva.
Ainda conforme o registro policial citado na reportagem, Resoaldo teria fugido durante a abordagem, seguido até a própria residência e apontado o armamento na direção dos policiais. O imóvel foi cercado e o homem acabou se entregando.
Durante as buscas, os policiais apreenderam o fuzil, dois carregadores e uma pistola Taurus PT 840. A arma longa foi localizada no quintal de um imóvel vizinho.
O caso resultou em investigação por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio, ameaça, coação e direção perigosa. Meses depois, Resoaldo estava cumprindo uma detenção administrativa no mesmo batalhão quando foi baleado.
O tenente Carlos Eduardo, apontado como responsável pelos disparos, havia chegado a Ponta Porã cerca de um mês antes do episódio. Antes disso, segundo relatos citados na reportagem, ele passou por unidades da Polícia Militar em Amambai, Mundo Novo e Eldorado. As circunstâncias das transferências não haviam sido oficialmente esclarecidas.
Após os disparos, a Polícia Civil foi acionada e uma equipe de perícia realizou os procedimentos no batalhão. Carlos Eduardo permaneceu em silêncio durante o depoimento e foi autuado pela Justiça Militar.
Em nota, a Polícia Militar informou que o tenente foi preso em flagrante no próprio local por tentativa de homicídio. A arma utilizada foi apreendida e encaminhada para perícia técnica.
Ainda segundo a corporação, após a conclusão dos procedimentos e do Auto de Prisão em Flagrante, o militar deverá ser encaminhado ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. A Corregedoria-Geral da PMMS acompanha a investigação para esclarecer as circunstâncias do caso, inclusive no âmbito disciplinar. Com informações:Campo Grande News
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