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Produtores de Mato Grosso do Sul iniciam o plantio da soja da safra 2026/27 nesta quarta-feira (16), com previsão de aumento da área cultivada e redução da produtividade (Foto: Arquivo/Aprosoja-MS)
Por: Editorial | 16/09/2026 15:57
Mato Grosso do Sul inicia nesta quarta-feira (16) o plantio da soja da safra 2026/27 com uma combinação que chama a atenção do setor produtivo: a área destinada à cultura deve aumentar, mas a produção estimada é menor. Conforme projeção inicial da Aprosoja/MS, os agricultores devem cultivar cerca de 4,874 milhões de hectares, crescimento de 5,5% em relação ao ciclo anterior.
Apesar da expansão territorial, a estimativa aponta para uma colheita de aproximadamente 15,331 milhões de toneladas, volume 8,4% inferior ao registrado na safra 2025/26. O principal fator para essa redução é a produtividade projetada, calculada inicialmente em 52,4 sacas por hectare, contra uma média de 60,4 sacas por hectare na temporada anterior.
No ciclo 2025/26, Mato Grosso do Sul destinou aproximadamente 4,6 milhões de hectares à soja e alcançou produção estimada em 16,7 milhões de toneladas.
Além das condições climáticas, o cenário de crédito rural também aparece entre os pontos de atenção para os produtores. Em julho, as contratações de crédito rural no Estado somaram R$ 1,006 bilhão, retração de 15,75% em comparação com o mesmo período de 2025. Considerando o acumulado do ciclo 2025/26, a redução chegou a 20,6%.
Para Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, a menor disponibilidade de recursos aumenta a necessidade de planejamento e controle dos investimentos durante a produção. Segundo ele, a eficiência passa não apenas pela busca de maior rendimento, mas também pelo uso racional dos recursos disponíveis.
Outro aspecto considerado decisivo será a disponibilidade de água ao longo do desenvolvimento das lavouras. O período escolhido para a semeadura e as condições de umidade do solo podem influenciar diretamente o desempenho das plantas durante o ciclo.
Com a expansão da área cultivada e uma perspectiva inicial de menor rendimento por hectare, práticas de manejo, uso de tecnologia, conservação do solo e controle de custos devem ganhar ainda mais relevância no campo. A estimativa apresentada pela Aprosoja/MS é preliminar e poderá ser revisada ao longo da safra, conforme o comportamento do clima e as condições encontradas nas lavouras. Com informações: Campo Grande News
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