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Foto: Polícia Militar MS/Divulgação
Por: | 28/05/2023 18:08
Moradores de Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, denunciam violência policial e intolerância religiosa dentro de uma casa de umbanda, na madrugada deste domingo (31). As cenas foram gravadas por um dos religiosos que estava na casa e foram postadas em redes sociais.
Segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, um vizinho da casa religiosa reclamou do som alto e contou aos PMs que passa pelo mesmo transtorno há cerca de um ano. Os policiais foram até o local e constataram o barulho. De acordo com a PM, quando a dona da casa saiu do local, ela desrespeitou os oficiais e recebeu voz de prisão. Logo depois, ainda segundo a polícia, começaram agressões e xingamentos vindo dos religiosos.
Nas imagens, no entanto, é possível ver policiais militares entrando na casa e agredindo com um objeto semelhante a um cassetete quem estava no local. Há uma correria e pessoas gritam pedindo para cessar a violência.
Segundo a balconista Adriana Nascimento de Souza, que estava no terreiro no momento da ação, uma primeira viatura foi até o local por conta do som alto e a situação parecia resolvida. Porém, segundo ela, a confusão começou após a chegada de mais uma viatura da PM.
"Entramos em um acordo com os policiais da primeira viatura dizendo que a gente ia jantar, comer o bolo, e após isso, todos que estavam dentro da casa iriam embora. Até então, a primeira viatura aceitou e foi embora. Aí quando chegou o reforço não teve conversa, já chegaram agredindo, xingando todo mundo de vagabundo", afirma a balconista.
De acordo com o boletim de ocorrência, um policial militar ficou ferido com um corte superficial no pescoço. Após a confusão, seis pessoas foram levadas à Delegacia de Corumbá para prestar depoimento.
Os religiosos procuraram um advogado e afirmam que irão representar contra a ação policial, alegando intolerância religiosa. "A gente se sentiu acuado e alguns se debateram também com os policiais. Não iríamos aceitar apanhar por uma coisa que não estávamos fazendo nada de errado, né? Não vamos nos calar, porque é uma intolerância religiosa causada por uma pessoa que não sabe da nossa vida", finaliza Adriana.
