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Mão de obra prisional ajuda a revitalizar escola pública em Campo Grande


Projeto acompanhando pelo Judiciário levou 12 internos para serviços de pintura e manutenção na Escola Estadual Maria de Lurdes Toledo Areias, beneficiando cerca de 1.280 estudantes.
Escola Estadual Maria de Lurdes Toledo Areias recebeu serviços de pintura e manutenção realizados por internos do sistema prisional. (Referência: Divulgação) Por: Editorial | 19/09/2026 07:25

A utilização de mão de obra prisional em serviços de manutenção escolar ganhou mais um capítulo em Campo Grande nesta sexta-feira (18). O juiz Albino Coimbra Neto, titular da 2ª Vara de Execução Penal, visitou a Escola Estadual Maria de Lurdes Toledo Areias para acompanhar os resultados dos trabalhos realizados por internos do sistema penitenciário.

A unidade, localizada no Conjunto Residencial Recanto dos Rouxinóis, recebeu serviços de pintura em 16 salas de aula e no bloco administrativo, além de intervenções em diferentes áreas do espaço escolar.

Ao todo, 12 internos participaram das atividades. Os trabalhos também incluíram construção e ampliação de calçadas, implantação de um jardim sensorial, manutenção da horta e conservação das áreas externas da escola, que atende aproximadamente 1.280 alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

A iniciativa integra um programa desenvolvido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Vara de Execução Penal, em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Secretaria de Estado de Educação.

A ação é uma extensão do projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”, que utiliza trabalhadores do sistema prisional em atividades de conservação e melhoria de escolas públicas.

Durante a visita, o magistrado conversou com estudantes e destacou que os internos participantes recebem remição de pena pelo trabalho realizado. Segundo ele, além de contribuir para a manutenção das unidades escolares, a iniciativa favorece a ressocialização e permite que os participantes desenvolvam atividades profissionais durante o cumprimento da pena.

De acordo com o juiz, o projeto já alcança 40 escolas públicas estaduais da Capital. Ele também afirmou que os serviços realizados pelos internos podem contribuir para reduzir custos e agilizar a execução de trabalhos de manutenção.

Na Escola Maria de Lurdes Toledo Areias, a pintura das salas de aula e da área administrativa foi concluída em pouco mais de uma semana, conforme informado pelo Judiciário.

Trabalho como ferramenta de ressocialização

O diretor do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, Marcos Moisés Santana, acompanhou a visita e ressaltou a parceria entre o Poder Judiciário e a administração penitenciária para a realização das atividades.

Segundo ele, a participação dos internos em trabalhos realizados nas escolas pode produzir efeitos que vão além da remição da pena. A avaliação é de que as atividades também contribuem para a qualificação profissional, a autoestima e a preparação para o retorno à sociedade.

Para a direção da Escola Estadual Maria de Lurdes Toledo Areias, os serviços realizados proporcionam melhorias nas condições do ambiente escolar, oferecendo mais conforto e segurança para estudantes e profissionais.

A diretora Adriana Bellei também destacou o caráter social da iniciativa, que, segundo ela, alia a conservação da estrutura pública à possibilidade de reinserção social dos internos que participam das atividades. Com informações: Dourados News

 

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