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Queda de pelos em cães pode indicar problema de saúde; veja quando investigar


Troca natural da pelagem é comum, mas falhas, coceira, feridas e alterações na pele podem indicar doenças ou outros problemas.
Cães podem perder pelos naturalmente, mas falhas na pelagem e alterações na pele exigem atenção dos tutores. (Referência: Divulgação) Por: Editorial | 19/09/2026 07:39

Encontrar pelos do cachorro espalhados pelo sofá, pelas roupas e pelos cômodos da casa faz parte da rotina de muitos tutores. A queda da pelagem é um processo natural, mas nem sempre o excesso de fios deve ser considerado normal. Quando a perda vem acompanhada de alterações na pele ou de mudanças no comportamento do animal, é importante investigar a causa.

Segundo o médico-veterinário Thiago Oliveira, os cães passam por um ciclo natural de crescimento e renovação dos pelos. A intensidade da queda pode variar conforme a raça, o tipo de pelagem e até a época do ano. Durante as mudanças de estação, por exemplo, alguns animais podem perder mais pelos temporariamente.

Quando a queda ocorre de maneira uniforme e o cachorro mantém a pelagem sem áreas descobertas, feridas ou irritações, geralmente não há motivo para preocupação. Raças como Golden Retriever, Labrador, Pastor Alemão e Chow Chow costumam soltar uma quantidade maior de pelos. Já Poodle, Maltês e Yorkshire tendem a apresentar uma queda menos intensa.

O sinal de alerta aparece quando a perda deixa de ser apenas uma grande quantidade de fios espalhados e passa a produzir alterações visíveis no animal. Falhas na pelagem, regiões sem pelos, coceira intensa, vermelhidão, descamação, crostas, feridas, inchaço, mau cheiro e secreções são alguns dos sinais que merecem atenção.

A localização da queda também pode ajudar a identificar que existe algum problema. Quando os pelos desaparecem de maneira concentrada em determinada região, formando manchas ou áreas de rarefação, a recomendação é procurar avaliação veterinária.

Entre as possíveis causas da queda excessiva estão infestações por pulgas, carrapatos e ácaros, alergias, infecções, alterações hormonais, estresse e deficiências nutricionais. Doenças como hipotireoidismo e síndrome de Cushing também podem provocar mudanças na pelagem.

A alimentação é outro fator que pode interferir na saúde da pele e dos pelos. Uma dieta inadequada pode resultar na falta de nutrientes importantes, deixando a pelagem mais opaca, frágil ou áspera e favorecendo uma queda mais intensa.

Por isso, o uso de vitaminas ou produtos específicos para pelos não deve substituir a investigação da causa. O tratamento adequado depende do problema responsável pela alteração e deve ser definido por um profissional.

Nos casos em que a queda é fisiológica, a escovação regular pode ajudar a controlar os pelos espalhados pela casa. A prática remove fios mortos e também reduz a formação de nós, principalmente em animais de pelagem longa.

Manter a higiene, oferecer alimentação equilibrada e acompanhar regularmente a condição da pele e dos pelos são medidas que ajudam na prevenção. Porém, diante de coceira persistente, feridas, falhas na pelagem ou outras mudanças, a orientação é buscar atendimento com um médico-veterinário. Com informações: Campo Grande News

 

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