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Aninha durante a longa viagem que a levou de Campo Grande a Chicago após a morte de seu antigo tutor (Foto: Arquivo pessoal)
Por: Editorial | 21/09/2026 07:24
O que começou como uma despedida acabou se transformando em uma longa viagem e em um novo capítulo na vida de Aninha. Após a morte de seu tutor, José Pereira, conhecido como Fofo, a gata deixou Campo Grande para morar com a filha dele, Joseli Gomes, em Chicago, nos Estados Unidos.
A mudança exigiu planejamento, documentação e uma viagem de aproximadamente 40 horas. Acostumada a permanecer dentro de casa e pouco habituada a passeios, Aninha precisou enfrentar aeroportos, conexões e diferentes trechos de avião até chegar ao novo lar.
Segundo Joseli, a decisão de levar a gata para os Estados Unidos também foi uma forma de preservar um vínculo afetivo com o pai. Os dois compartilhavam o carinho pelos animais, especialmente pelos gatos.
Antes do embarque, Aninha passou por avaliação veterinária e recebeu os cuidados necessários para a viagem. A documentação exigida para o transporte internacional foi providenciada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. A preparação incluiu vacinação contra a raiva, controle de parasitas e medicamentos indicados pela veterinária.
A maior dificuldade, porém, foi encontrar uma companhia aérea que permitisse que a gata permanecesse na cabine durante todo o percurso. O trajeto planejado inicialmente precisou ser alterado e acabou envolvendo deslocamentos entre Campo Grande, Guarulhos, Campinas, Bogotá e, finalmente, Chicago.
Um atraso provocado pela presença de drones na pista também contribuiu para aumentar o tempo de viagem. Apesar dos imprevistos, Aninha permaneceu acompanhada durante todo o percurso e não precisou ser transportada no compartimento de cargas.
A adaptação durante os voos surpreendeu Joseli. A gata passou parte do tempo dormindo dentro da caixa de transporte, comeu e bebeu água e, quando demonstrava interesse, ficava no colo da tutora. Durante as conexões, também teve momentos para sair da caixa com o uso de coleira e peitoral.
Um dos momentos que mais chamou atenção foi a curiosidade de Aninha durante os voos. Pela janela do avião, a gata observava as nuvens e o movimento do lado de fora, comportamento que encantou a tutora.
Para reduzir o estresse, a preparação começou semanas antes da viagem. A caixa de transporte foi deixada aberta dentro de casa para que Aninha pudesse se acostumar ao espaço. Sob orientação veterinária, também foram utilizados medicamentos antes do embarque.
Depois da chegada aos Estados Unidos, a gata passou a viver com Joseli e ganhou a companhia de outros dois felinos, Preto e Mia. Segundo a tutora, Aninha voltou a se alimentar normalmente depois de chegar à nova residência e iniciou a adaptação ao novo ambiente.
Para Joseli, todo o esforço envolvido na mudança compensou. A viagem marcou não apenas a transferência da gata para outro país, mas também uma maneira de manter vivo o vínculo com o pai e garantir que Aninha continuasse recebendo cuidados após a perda do antigo tutor.
A experiência também serviu de aprendizado sobre viagens internacionais com animais. Joseli recomenda que os tutores consultem um veterinário, verifiquem antecipadamente as exigências do país de destino e confirmem diretamente com as companhias aéreas as regras para o transporte de animais. Com informações: Campo Grande News
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