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Alexandre de Moraes foi sorteado relator de ação que solicita registros de entrada no Senado de sua esposa, Daniel Vorcaro, Lulinha e outras cinco pessoas. Foto: Ricardo Stuckert/PR.
Por: Editorial | 21/09/2026 17:20
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um mandado de segurança que solicita acesso a registros de entrada e saída de pessoas nas dependências do Senado Federal. Entre os nomes relacionados ao pedido está a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além do empresário Daniel Vorcaro e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A ação foi apresentada pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo), depois que pedidos feitos ao Senado com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) foram negados.
Segundo informações divulgadas sobre o processo, Kilter apresentou três solicitações à Casa em fevereiro de 2026. Os pedidos buscavam registros de acesso, a partir de 1º de fevereiro de 2019, de oito pessoas às dependências do Senado, incluindo eventuais informações sobre gabinetes visitados.
Além de Viviane Barci de Moraes, Daniel Vorcaro e Fábio Luís Lula da Silva, a lista inclui Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, além de Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Américo Monte Junior.
O Senado negou os pedidos sob o argumento de que os registros de acesso de pessoas às dependências da instituição são informações de caráter pessoal. Kilter contestou a justificativa e recorreu à Justiça para tentar obter os dados.
Inicialmente, o mandado de segurança foi apresentado à Justiça Federal do Paraná. A ação, porém, foi encaminhada ao STF porque questiona ato atribuído ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que levou o caso à competência do Supremo.
O processo chegou ao STF em 17 de setembro e foi distribuído por sorteio a Alexandre de Moraes no dia 18. Até esta segunda-feira (21), o ministro não havia proferido decisão sobre o pedido nem informado eventual impedimento para atuar no caso.
A situação ganhou repercussão justamente porque uma das pessoas cujos registros são solicitados é a esposa do próprio relator. A possibilidade de o ministro se declarar impedido ainda é uma questão processual que poderá ser analisada no andamento da ação.
O caso trata, neste momento, exclusivamente do pedido de acesso aos registros de entrada e saída no Senado. A existência de uma solicitação de informações não constitui, por si só, comprovação de irregularidade envolvendo as pessoas mencionadas. Com informações: Metrópoles
