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Mãe e filha são presas suspeitas de extorquir parentes e gastar mais de R$ 70 mil em itens de luxo


Dupla foi detida em Curitiba, no Paraná, e é investigada por submeter familiares a humilhações e castigos psicológicos durante o esquema
Policiais apreenderam joias, bolsas e outros artigos de luxo durante operação em Curitiba (Foto: Divulgação/PCPR). Por: Editorial | 23/09/2026 10:00

Uma mulher de 44 anos e a filha, de 19, foram presas nesta quarta-feira (23), em Curitiba (PR), durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR). As duas são investigadas por supostamente extorquir familiares e utilizar mais de R$ 70 mil obtidos no esquema para adquirir joias, bolsas de grife, roupas e até uma viagem para a Bahia.

Durante o cumprimento das medidas policiais, investigadores apreenderam diversos objetos que teriam sido comprados com o dinheiro das vítimas. Entre os itens estão joias atribuídas a marcas como Swarovski e Pandora, bolsas associadas às grifes Louis Vuitton e Dior, além de uma peça íntima da Gucci. Segundo a investigação, parte dos produtos seria original e outra parcela corresponderia a réplicas.

As vítimas seriam duas irmãs da mulher de 44 anos e o pai dela, além de tias e do avô da jovem. Conforme a polícia, os valores eram utilizados para sustentar um padrão de consumo considerado elevado pelas investigadas.

A investigação aponta que o esquema teria começado quando uma das suspeitas convenceu os familiares a contratar um suposto seguro contra invasões de aparelhos eletrônicos. A partir daí, os parentes teriam passado a ser ameaçados e submetidos a situações de constrangimento, sob a alegação de que informações pessoais poderiam ser entregues a criminosos.

Além da obtenção de dinheiro, a polícia apura a prática de violência psicológica e castigos de caráter vexatório contra as vítimas. Segundo a delegada El Santos, os familiares teriam sido obrigados, em diferentes ocasiões, a pintar o corpo de azul, permanecer por períodos prolongados ouvindo áudios repetitivos com sons de flatulência e arrotos, comer continuamente e participar de situações que posteriormente eram registradas em fotos e vídeos.

De acordo com a PCPR, as práticas teriam ocorrido de maneira continuada dentro do ambiente familiar e provocado prejuízo superior a R$ 70 mil. A polícia também investiga a possibilidade de envolvimento de outras pessoas e busca identificar novos bens ou valores que possam ter origem nas condutas investigadas.

As duas suspeitas permanecem à disposição da Justiça, enquanto o caso segue em apuração. Com informações: Metrópoles/ PCPR

 

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