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Hoje é Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026.
Policiais cumpriram mandados durante a Operação Arremate, que investiga golpe com falsos sites de leilão (Foto: Divulgação/PCSP).
Por: Editorial | 23/09/2026 14:03
Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio de sites falsos de leilões foi alvo de uma operação das Polícias Civis do Ceará e de São Paulo nesta quarta-feira (23). Segundo as investigações, o grupo mantinha pelo menos 13 plataformas fraudulentas e movimentou mais de R$ 2,6 milhões com o esquema.
Batizada de Operação Arremate, a ação cumpriu sete mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Cinco pessoas foram presas durante a ofensiva, que também contou com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com a investigação, os criminosos criavam páginas na internet que simulavam plataformas legítimas de leilão. Nos anúncios, veículos e outros bens eram oferecidos por valores inferiores aos praticados no mercado, estratégia utilizada para atrair compradores interessados em supostas oportunidades.
Após escolherem os produtos, as vítimas eram orientadas a realizar transferências bancárias para contas utilizadas por pessoas que, segundo a polícia, atuavam como intermediárias do esquema. Depois que os pagamentos eram efetuados, os suspeitos interrompiam o contato e bloqueavam os compradores.
Até o momento, 18 vítimas foram identificadas em Mato Grosso do Sul, Ceará, Bahia, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. A investigação ainda não detalhou a quantidade de vítimas registrada em cada estado.
Os policiais também buscam identificar toda a estrutura responsável pelo golpe. Entre os alvos da apuração estão os administradores dos sites, responsáveis pela criação e publicação dos anúncios, integrantes encarregados de recrutar os chamados laranjas e pessoas que participariam da movimentação e ocultação dos valores obtidos.
Os cinco presos e os materiais recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais foram encaminhados à Divisão de Capturas. A investigação continua para localizar outros envolvidos e dimensionar o alcance financeiro do esquema. Com informações: Aconteceu MS
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