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Polícia Civil do Amazonas prendeu mulher suspeita de atacar e mutilar o padrasto em Manaus (Foto: Douglas Sacha/Getty Images).
Por: Editorial | 23/09/2026 14:21
Uma mulher trans de 31 anos foi presa preventivamente pela Polícia Civil do Amazonas (PCAM), suspeita de atacar e mutilar o próprio padrasto, um homem de 61 anos, de nacionalidade alemã, em Manaus. O caso ocorreu no apartamento da vítima, no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul da capital.
Segundo as investigações do 1º Distrito Integrado de Polícia, o ataque aconteceu por volta das 14h do dia 16 de setembro. A vítima sofreu graves ferimentos e permanece internada na rede pública de saúde.
Conforme os elementos reunidos pela polícia, as agressões teriam começado de maneira repentina dentro do imóvel. A investigada é suspeita de morder o homem e arrancar suas duas orelhas. Na sequência, teria provocado graves lesões nos olhos da vítima, causando a perda definitiva da visão.
Ainda de acordo com a investigação, o homem teria sido submetido a violência sexual durante o episódio. Em determinado momento, ele conseguiu se desvencilhar e correu em direção à sacada do apartamento, localizado no terceiro andar do prédio.
Durante a tentativa de fuga, o idoso caiu da sacada e atingiu o telhado de um imóvel vizinho. Moradores acionaram o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizaram o resgate.
A vítima foi encaminhada em estado grave para atendimento médico e passou por procedimentos cirúrgicos, incluindo a remoção dos globos oculares, em razão da extensão dos ferimentos. A visão foi perdida de forma irreversível.
Após o ataque, a suspeita teria deixado o local. Com o avanço das investigações, a equipe policial solicitou a prisão preventiva no dia 22 de setembro. O pedido foi aceito pelo Plantão Judicial, que expediu o mandado.
A mulher foi localizada e presa por policiais civis no bairro Planalto, na Zona Oeste de Manaus, ainda no dia 22. Segundo a Polícia Civil, ela responderá por tentativa de homicídio qualificado, considerando as circunstâncias apontadas na investigação, além de estupro.
O caso permanece sob investigação para o esclarecimento completo da dinâmica das agressões e das circunstâncias que antecederam o ataque. Com informações: Metrópoles
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