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Adolescente de 16 anos já possui 11 impressoras 3D compradas com o dinheiro obtido nas próprias vendas em feiras de Campo Grande (Foto: Arquivo Pessoal).
Por: Editorial | 24/09/2026 07:50
As impressoras 3D estão ganhando espaço entre moradores de Campo Grande e já aparecem como ferramenta de trabalho, fonte de renda e opção de lazer. A tecnologia, que durante anos esteve mais associada a laboratórios e grandes indústrias, hoje permite produzir miniaturas, objetos decorativos, utensílios domésticos e peças personalizadas dentro de casa.
A variedade de materiais utilizados também ampliou as possibilidades de criação. Dependendo do equipamento e da finalidade, podem ser empregados plástico, resina, metal, borracha, gesso, cera, tecidos, cerâmica e papel. Nas feiras da Capital, os produtos vão de personagens da cultura pop e colecionáveis a objetos voltados para tarefas cotidianas.
Um dos exemplos de empreendedorismo é o de Leonardo Gomes, de 40 anos, que transformou o interesse por tecnologia e cultura geek em negócio. O contato com a impressão em resina despertou o interesse pela produção de miniaturas e colecionáveis, atividade que acabou se juntando ao hobby de pintar peças de jogos de tabuleiro.
Com o aumento das encomendas, o que começou como passatempo passou a fazer parte das feiras culturais de Campo Grande. Atualmente, a produção da Runa Forge é concentrada principalmente em miniaturas, colecionáveis e componentes para jogos de tabuleiro.
Outro caso que chama atenção é o de Mariana Emanuele, de 16 anos. Ao lado da mãe, a adolescente mantém um negócio de impressão 3D que começou quando ela tinha 15 anos. Depois de receber autorização para utilizar a impressora do padrinho, passou a produzir peças para venda e reinvestir o dinheiro obtido nas próprias vendas.
Hoje, Mariana possui 11 impressoras, todas adquiridas com recursos provenientes do negócio. Ela participa de eventos, mantém três bancas na Feira do Bosque e também recebe convites para outras programações. Entre os produtos estão personagens de animes, filmes e jogos, além de itens personalizados relacionados a times de futebol.
A tecnologia também tem sido utilizada para produzir peças sensoriais, procuradas por crianças, adultos e pessoas interessadas em objetos que auxiliem no alívio do estresse. Esse segmento passou a fazer parte da produção da Imperial das Impressões 3D.
Para Leonardo, a popularização dos modelos de filamento ajudou a tornar a impressão tridimensional mais acessível. Equipamentos mais simples de operar permitiram que novos usuários começassem a experimentar a tecnologia e, em alguns casos, transformassem a atividade em uma fonte de renda.
Além dos negócios, a impressão 3D também entrou na rotina de casais e famílias que utilizam as máquinas para criar objetos personalizados. Gabriel Leite e Beatriz Irineu, por exemplo, dividem uma impressora com o irmão de Beatriz e produzem utensílios domésticos, organizadores, porta-objetos, presentes e peças relacionadas ao lazer.
O trio utiliza uma Bambulab A1 Mini, equipamento que custou cerca de R$ 2,3 mil e trabalha principalmente com filamentos como PLA e PETG. A manutenção exige cuidados básicos, como limpeza, lubrificação e acompanhamento das orientações do fabricante.
Com aplicações que vão do entretenimento à produção comercial e às necessidades domésticas, a impressão 3D vem se consolidando como uma tecnologia cada vez mais presente na rotina dos moradores de Campo Grande. Com informações: Campo Grande News
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