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Perfuração de superpoço na aldeia Jaguapiru integra a primeira etapa do novo sistema de abastecimento de água da Reserva Indígena de Dourados (Foto: Victor Arguelho)
Por: Editorial | 24/09/2026 09:56
A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) iniciou a perfuração de dois superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados. A obra marca o começo de um projeto de abastecimento de água estimado em R$ 50 milhões e planejado para atender quase 30 mil pessoas até 2033.
As duas comunidades enfrentam problemas relacionados ao fornecimento de água há décadas. Atualmente, a população das aldeias é estimada em cerca de 20 mil moradores, número que deve crescer nos próximos anos e foi considerado no dimensionamento do novo sistema.
Elaborado pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), o projeto prevê, além dos poços, a implantação de reservatórios, adutoras, redes de distribuição e estruturas destinadas ao tratamento e monitoramento da qualidade da água.
Nesta primeira fase, será perfurado um superpoço em cada aldeia. A captação ocorrerá no Aquífero Guarani, a uma profundidade superior a 600 metros. Cada poço terá capacidade estimada de produzir até 300 mil litros de água por hora.
O investimento previsto é de R$ 4,49 milhões por superpoço. Os recursos são provenientes do Ministério da Saúde, por meio de repasses realizados pela Caixa Econômica Federal. A execução está a cargo da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), por meio da Agesul.
Cada contrato contempla duas frentes de trabalho: a perfuração dos poços e a implantação das redes de distribuição. Nas etapas seguintes, estão previstos processos de licitação para construção dos reservatórios, ampliação das redes e instalação das chamadas casas de química, estruturas que serão utilizadas no tratamento e controle da água.
De acordo com a Sanesul, o início da perfuração representa o avanço do projeto para a fase de execução. A proposta é aumentar a segurança do abastecimento e garantir que a água distribuída às comunidades esteja dentro dos padrões de qualidade exigidos para o consumo humano.
O monitoramento também fará parte da operação do sistema. Nas casas de química, amostras serão coletadas e analisadas semanalmente para acompanhar os parâmetros de potabilidade.
Para os moradores, a expectativa é de que a nova estrutura contribua para melhorar o acesso à água tratada e traga reflexos positivos para a saúde e a qualidade de vida das famílias das aldeias Jaguapiru e Bororó.
Com a conclusão de todas as etapas, o sistema deverá ampliar a capacidade de abastecimento e proporcionar maior regularidade no fornecimento de água potável para as comunidades indígenas. Com informações: Dourados Agora
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